
Carsten L. Wilke, Edições 70 (Portugal), Colecção Lugar da História, 247 páginas, ISBN 9789724415789, 2009, já nas Livrarias!
Portugal tem um olhar único sobre a história judaica. No imaginário nacional, o judaísmo pertence não apenas à sua tradição cultural, mas também à sua genealogia. Na época medieval, os monarcas portugueses garantiram aos judeus mais protecção e segurança do que qualquer outro país europeu.
A entrada de Portugal na era moderna fez-se, porém, no decurso de um processo de «cristianização» violenta de toda a sua vasta comunidade judaica, e os descendentes desta, quando não puderam, ou quiseram, sobreviver como judeus no exílio, misturaram-se em grande número ao resto da população. Os que se exilaram e vieram a fundar, ou desenvolver, dezenas das mais dinâmicas comunidades judaicas do mundo moderno, nem por isso deixaram de reivindicar além-fronteiras a identidade contraditória de «judeus do desterro de Portugal».
Há mais de um século que esta história complexa e absolutamente singular apaixona estudiosos dos mais variados ramos do saber, dentro e fora de Portugal. E se hoje os aspectos parcelares de dois milénios de civilização judeo-portuguesa estão amplamente estudados, são também dos mais mal resumidos, o que explica que sejam tão mal conhecidos fora dos círculos especializados. A presente síntese vem colmatar essa lacuna.
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Sobre o autor:
Carsten L. Wilke é doutor em Estudos Judaicos pela Universidade de Colónia e estudou na Escola Prática de Altos Estudos de Paris. Foi professor nas universidades de Heidelberg, Düsseldorf e Bruxelas, e é actualmente investigador no Instituto Steinheim de História Judaica Alemã, em Duisburg. Autor de numerosos livros e artigos, Carsten Wilke tem-se dedicado ao estudo das transformações vividas pelo judaísmo europeu, desde o criptojudaísmo do Renascimento ibérico até o modernismo rabínico do século XIX.
Tenho lido tanto, tanto… vários séculos… mas há sempre mais e quero ler: = prazer e aprender. Obrigada. Tenho tios-avós com nomes judeus, veia espanhola donde veio o meu tetravô, o “espanhol” que deu à luz várias moçoilas morenas, espanholadas, como diziam… era o Ezequiel velho… depois vieram nomes leninistas
Vladimiros, etc., à mistura havia Joaquinas, Marianas, Edviges, Ildas, Urgel, Eduardos… miscelânea boa, todos ateus e republicanos… de tudo um pouco… A minha mãe ainda tem o nome de Malico (veia árabe?) Adoro ler e reviver a história… Beijokas e obg pela v/ paciência
…
olá!
Gostaria de saber se o meu sobrenome é de Judeus Portugueses.
obrigado
Prezado Alex,
Desculpe o atraso, o sobrenome Ribeiro é de origem Judaica Sefardita (da península Ibérica). Deixe-me dizer que um sobrenome, hoje em dia, não serve de prova para nenhuma ancestralidade Judaica, somente para ter uma ideia se alguns dos seus antepassados serão ou não de origem Judaica.
Um abraço