BREVE HISTÓRIA DO JUDAÍSMO


Breve História do Judaísmo

Isidore Epstein, Editora Sêfer, 368 páginas (16×23 cm, flexível), ISBN 978-85-7931-003-4, 2010

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Breve descrição da origem e desenvolvimento dos ensinamentos, práticas, pensamento filosófico e doutrinas místicas da religião e moral judaicas ao longo de 4.000 anos de história dos judeus

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Breve História do Judaísmo

Este breve mas compreensivo estudo do judaísmo é apresentado contra um fundo de 4.000 anos de história dos judeus, que vai desde as migrações de Abraão, o progenitor do povo judeu, até o estabelecimento do moderno Estado de Israel.

O livro narra o nascimento, crescimento e desenvolvimento das crenças, dos ensinamento e das práticas do judaísmo, assim como as suas esperanças, aspirações e ideias. São expostos também os movimentos espirituais e as influências que têm moldado a religião judaica nas suas variadas manifestações.

São descritas as várias contribuições feitas por profetas, legisladores, mestres, salmistas, sábios, rabinos, filósofos e místicos através dos quais o judaísmo veio a se tornar a força viva religiosa que é hoje. No tratamento destes temas é mantido o equilíbrio entre os fatos e a interpretação, com clareza e simplicidade.

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“O saudoso Rabino Dr. Isidore Epstein foi um dos mais destacados acadêmicos da comunidade judaica britânica; um homem de vasta erudição cujo trabalho se estendeu sobre quase todas as áreas do judaísmo história, legislação, literatura e filosofia. Suas obras, sempre magistrais, permanecem atuais até os dias de hoje.”

Jonathan Sacks, Rabino-Chefe da Grã-Bretanha e Comunidade Britânica

ZEMIRÓN COMPLETO


Zemirón Completo

Edição Jairo Fridlin, Editora Sêfer, 160 páginas (14×21 cm, capa dura de luxo), ISBN 978-85-85583-95-8, 2008

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Zemirón Completo – com Tradução e Transliteração

Edição luxuosa, em papel cuchê e colorida, de todas as rezas e canções da mesa do Shabat, em três versões: hebraico, tradução completa e transliteração. Inclui a Bênção de Graças Após as Refeições, as Bênçãos Nupciais, o Kidush (Santificação) para os dias de festa, a cerimônia de Ushpizin (inédito em português) e diversas outras canções.

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Significado do Shabat

O Shabat ocupa um lugar central no judaísmo. Sua imagem e seu múltiplo conteúdo encontram sua expressão numa vasta literatura. A ideia do Shabat e sua importância são ressaltadas na Bíblia inteira, a começar pelo relato da Criação e pelo lugar que ocupa nos Dez Mandamentos, dados durante a Revelação no Monte Sinai. É o Shabat que tem sido o factor principal da característica judaica do Povo de Israel, durante os longos séculos de sua Diáspora. O judeu, tão frequentemente oprimido e perseguido por povos malvados e cruéis, voltava a ser um homem livre ao encontrar  sua paz de espírito e descanso espiritual uma vez por semana. A libertação semanal de opressão aliviava a aflição da Galut (Diáspora, dispersão), até reduzi-lo a seis dias semanais, pois que o Shabat proporcionava um intervalo.

Deveras, parece que nunca houve uma geração que precisou tanto do descanso espiritual como a nossa. As muitas atividades de hoje em dia exigem do homem um esforço mental muito maior do que no passado. Os meios de comunicação a ele apelam incessantemente, de todos os lados, e penetram na sua vida particular e pública. O ritmo de vida estonteante da nossa época sujeita o homem a uma grande pressão. Ele não tem tempo para encontrar-se consigo e com seus pensamentos, para refletir sobre seus atos e pensar sobre suas ideias e melhorar seus passos. O ser humano perde sua personalidade. Diminui cada vez mais o número de pessoas com condições de expressar opiniões próprias sem estarem influenciadas e orientadas pelos meios de comunicação. O desligamento do grande mundo e o recolhimento para o ambiente íntimo criado pelo Shabat, por um dia, podem assegurar a liberdade espiritual do indivíduo.

Extraída da Resenha das Festas Judaicas,  do Rabino Abraham Blau, traduçãoo de Rafael Fisch, São Paulo, 1981, in “Sidur Avodat Halev”.

TORÁ HOJE


Torá Hoje

Pinchas H. Peli, Editora Sêfer, 252 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-93-4, 2009

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Torá Hoje – Um encontro renovado com a Escritura Sagrada

Um dos elementos centrais da liturgia judaica é a leitura semanal de uma das 54 porções (trechos) da Torá – os cinco primeiros livros da Bíblia, também conhecidos como a Lei de Moisés. Esta obra é a compilação de 54 criativas análises sobre cada uma delas, publicadas originalmente na coluna de Pinchás H. Peli no jornal Israelita Jerusalém Post durante a década de 1980.

Escritos em estilo claro e moderno, cada um desses ensaios aproxima o leitor do precioso mundo da Torá e da forma como o judaísmo encara e enfrenta os desafios da sociedade moderna. Esse tipo de comentários é leitura essencial para judeus em todo o mundo – tanto na hora em que suas famílias se reúnem ao redor da mesa do Shabat, como para rabinos e seus alunos, ou professores e catedráticos da Bíblia. Os hermeneutas cristãos também são devotos e interessados leitores do Rabino Peli.

Esta reedição de Torá Hoje permitirá à nova geração de estudiosos e amantes da Bíblia o acesso a este grande clássico da literatura judaica do século 20.

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“Torá Hoje é um modo efetivo e memorável de se apresentar ao leitor secular contemporâneo as antigas e sagradas tradições da Bíblia, de forma edificante e inspiradora. Nessa obra, o Rabino Peli expressa sua alma judaica e mente pensadora por meio de sua preciosa habilidade poética.”

Rabino Dr. Norman Lamm (ex-presidente da Yeshiva University)

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Sobre o autor:

O Rabino Pinchás Hacohen Peli (1930-1989) ocupou lugar de destaque na vida intelectual e religiosa de Israel. Foi amigo e discípulo do Rabino Joseph B. Soloveitchik e de Abraham Joshua Heschel, bem como chefe do Departamento de Literatura Hebraica e da cátedra de Valores Judaicos da Universidade Ben Gurion, em Beer Shéva.

O QUE É RESPEITAR O SHABAT?


O Que é Respeitar o Shabat

Daian Dr. Isidor Grunfeld, Editora Sêfer, 104 páginas (16×23 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-80-4, 2008

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O que é Respeitar o Shabat? – Um guia para seu cumprimento e compreensão

Este livro foi escrito inicialmente há cerca de 50 anos. A presente edição foi revista e ampliada para atender ao estilo e às normas do século 21. Nele, foram incluídas histórias da nossa literatura, para mostrar como os princípios apresentados aqui afetaram a vida dos judeus em todas as eras.

Este singelo livro foi a estreia literária do Daian Grunfeld. Ele foi considerado “a melhor exposição disponível em inglês sobre o Shabat”, sendo traduzido para vários idiomas, inclusive para o hebraico sob o título de Mataná Guenuzá, e agora é publicado também em português, numa tradução de David Gorodovits, que também assina o posfácio, e ricamente ilustrado por Ivo Minkovicius.

A particularidade deste livro sobre todos os outros que dissertam sobre o Shabat é que ele destaca seu significado haláchico, demonstrando que a abstenção de melachá (“atividade”) em qualquer de suas ramificações é o coração pulsante e o núcleo de sua observância. Esse é um aspecto do Shabat judaico classificado frequentemente pelos ignorantes como “uma ênfase sem sentido sobre detalhes triviais”.

Com muita profundidade, o Rabino Hirsch apresentou um conceito majestoso sobre issur melachá, a proibição de executar determinadas atividades. Ele a explica como sendo a abstenção de toda atividade criativa por um dia em cada sete, o que, por meio dessa atitude, presta um testemunho eloquente da necessidade de vivermos no mundo do Criador como uma de suas criaturas e de usar toda a potencialidade humana a Seu serviço.

Esse conceito, tão bem apresentado neste livro, deve pôr um fim a esse tipo de incompreensão de uma vez por todas. Seguramente, alguém que tenha lido esta obra não poderá, honestamente, voltar a argumentar que, por exemplo, a lei do Shabat contra acender fogo aplicava-se apenas na época em que isso envolvia o árduo trabalho de atritar pesadas pedras…

O quarto de século decorrido desde o lançamento deste livro, durante o qual houve uma crescente desumanização e despersonalização do ser humano, assim como uma grave erosão dos padrões morais, serviu apenas para reforçar a mensagem com a qual o Daian Grunfeld estava tão apaixonadamente comprometido – a eterna relevância das leis da Torá, especialmente aquelas referentes ao Shabat, e a regeneração espiritual do povo judeu e de toda a humanidade.

Rabino Aryeh Carmell

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Sobre o autor:

O Daian (juiz rabínico) Isidor (Ishai) Grunfeld (1900-1975), que atuava no tribunal do Rabinato-Chefe da Grã-Bretanha, era advogado, um líder comunitário, educador e escritor prolífico, além de, acima de tudo, um ardente seguidor do Rabino Samson Raphael Hirsch (1808-1888).

Ele dedicou toda a sua vida à interpretação das ideias e dos trabalhos de seu mestre, tornando-os acessíveis à nossa geração. Foi um advogado eloquente da aplicação dos pontos de vista “Hirschianos” aos problemas correntes do século 20. Herdou do Rabino Hirsch a amplitude de visão que o imortalizou. Ele tinha amplo conhecimento das correntes do pensamento secular e considerava bem-vinda cada oportunidade que se lhe deparava para demonstrar a relevância da Torá na solução dos problemas mais complexos da humanidade.

Ele lutou conta a mentalidade estreita do shtiebel (pequenas casas de oração características das cidadezinhas da Europa) que consideravam que a posse e o interesse da Torá eram apanágio apenas de uma pequena porção do povo. Entretanto, manteve-se sempre em bons termos com os participantes desses círculos, conquistando sua admiração, afeto e respeito.

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ÍNDICE

Introdução à 5ª Edição em Inglês

In Memoriam ao autor

In Memoriam ao editor

Prefácio do Autor

Capítulo 1 – O ESPÍRITO DO SHABAT

O significado do Shabat

O Shabat e a vida

Capítulo 2 – O CONCEITO DE MELACHÁ

O que é melachá?

A idéia contida no conceito de melachá

Classificação por objetivos

Significado especial de “transportar”

Capítulo 3 – OBSERVÂNCIA DO SHABAT NA PRÁTICA

Salvaguardas do Shabat

Visão prática das categorias de melachá

Trabalho executado por um não-judeu

Doenças no Shabat

Descanso dos animais

Capítulo 4 – A CELEBRAÇÃO DO SHABAT

1. O espírito de Menuchá

2. Recebendo o Shabat

3. As velas do Shabat

4. O início do Shabat

5. A santificação (Kidush)

6. Os dois pães do Shabat

7. A alegria do Shabat

8. A despedida do Shabat (Havdalá)

9. Atividades no Shabat e nos dias de semana

10. Viagens durante o Shabat

11. As crianças e o Shabat

Capítulo 5 – O SHABAT E O MUNDO MODERNO

1. Os aspectos econômicos da observância do Shabat

2. O Shabat e o Estado de Israel

Posfácio à Edição Brasileira

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Assista a uma verdadeira “aula” de judaísmo sobre o SHABAT no Youtube com David Gorodovits no link abaixo (copie e cole no Explorer):

http://www.youtube.com:80/watch?v=dL73mu7WjSE

GRÁCIA NASI


9789896262440

Esther Mucznik, Esfera dos Livros, 208 páginas + 16 extratextos(16×23,5 cm, cartonado), ISBN 9789896262440, Set. 2010

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Grácia Nasi – A Judia Portuguesa do Século XVI que desafiou o seu próprio destino.

A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha.

Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade desejada. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos.

Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.

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A História dos judeus é uma história de violência e sofrimento causada pela suposta traição de Judas a Jesus Cristo (curioso ver agora que a História começa a perceber que não houve qualquer traição). Devido a isso, a religião cristã hostilizou todo um povo sendo curioso que Jesus Cristo era também judeu logo. A religião cristã, como tem sido seu apanágio, é incoerente.
No entanto esta é a explicação simples dessa ostracização. O que de facto tem sucedido é o povo judeu ser um povo altamente empreendedor, fazendo com que sobressaia nos negócios, nas artes e na cultura. Resultado disso, a influência económica e cultural que desde sempre souberam criar, tornando-os alvo de invejas e cobiça, pois são disso alvo aqueles que sobressaem em qualquer actividade. E a História refere várias famílias judias cujo império era imenso e que inclusive emprestaram dinheiro a reis e imperadores.
É precisamente o caso da família de Gracia Nási,
Casada em 1528 com Francisco Mendes, Gracia Nasi e todas as famílias judias são obrigadas a tornarem-se cristãs novas (marranas) por lei de D. Manuel em 1496 como contrapartida para casar com D. Isabel de Aragão. Caso não o fizessem seriam expulsos de Portugal, o que veio a suceder em milhares de casos.
Inicia-se aí todo um percurso que irão demonstrar os imensos interesses que estão por detrás dessas conversões forçadas e que levarão Gracia e sua família a fugtr do país.
Surpreendeu-me a força de Gracia Nasi na sua luta pelos judeus. Não me surpreendeu a imensa hipocrisia da religião Católica/cristã que é a grande culpada pelo atraso de séculos da ciência e, a meu ver, pela pobreza cultural e até financeira em que o país caiu desde o séc. XV.
Um excelente livro de uma Grande Pessoa, uma época grande mas de acontecimentos muito tristes.
In Blog nlivros.blogspot.com

O CUZARÍ


O Cuzarí

Rabino Iehudá Halevi, Editora Sêfer, 440 páginas (12×17 cm, capa dura), ISBN 978-85-7931-006-5, 2003 (2010 – 2ª Edição Revista e Ampliada)

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O Cuzarí – Edição Ampliada

Um tributo de amor ao Deus de Abrahão e a Tsión, a Terra de Israel, O Cuzarí, obra-prima da literatura clássica judaica, é fruto do coração sensível e da mente privilegiada do Rabino Iehudá Halevi, erudito da Torá que viveu na conturbada Espanha do século XI. Suas palavras, como se escritas a ferro e fogo, desafiaram o tempo e atravessaram incólumes séculos de perseguições, opressão e violência.

O Cuzarí é um livro que reúne intelecto e emoção, moral e história. Mas, acima de tudo, é um livro sobre a essência da Emuna, a Fé em seu sentido mais amplo. Ele nos ensina que não basta entender ou sentir o judaísmo. Fundamental é vivê-lo gloriosamente, em toda sua plenitude.

Nova edição, ampliada com quadros que sintetizam alguns dos tópicos mais importantes da obra.

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“O Cuzarí é um livro santo e puro. Os princípios da fé de Israel e da Torá dependem de seu estudo.”

Gaon de Vilna

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Prólogo: O Sábio-Amigo

Já se passaram novecentos anos desde que esta maravilhosa obra, o Sêfer Hacuzarí, foi escrita, e ela continua a ser um livro básico para o estudo dos fundamentos da fé judaica e da Torá de Israel.

O Chidá (Rabino Chaim David Azulay), em seu livro “O Nome dos Grandes (Sábios) de Israel”, descreve o Rabino Iehudá Halevi como “um poeta magnânimo, que proclamava a sua poesia com total fervor frente a Deus… com expressão cândida e prosa doce como o mel, fala cristalina e aconchegante”. Muitas de suas poesias foram copiadas para o livro judaico de orações. Sua maravilhosa poesia Tsión Halo Tishalí, um cântico de saudades profundas pela Terra de Israel, encerra as lamentações de Tishá be Av. Não conheço em toda a nossa literatura uma poesia tão marcante de saudades por nossa terra.

No livro “O Cuzarí”, ele protesta contra o desleixo dos judeus da Diáspora em tentar ascender à Terra de Israel, povoá-la e reerguê-la dos escombros, tanto no passado, durante o período do Segundo Templo, quanto em sua época (e mesmo agora, na nossa). A lenda popular descreve as circunstâncias de sua trágica morte logo ao chegar na sua amada pátria ancestral. Conta a tradição, que o rabino Iehudá Halevi pôs-se de pé no convés do navio que o trazia de volta a Israel, enquanto este se aproximava do porto de Jaffa, esperando com grande ansiedade o momento de descer à terra. Logo ao chegar ao solo santo, pulou do navio e deitou-se no chão, beijando e abraçando sua areia e e suas pedras. Assim fizeram também os grandes sábios de Israel que o precederam, como o Rabi Abahu e o Rabi Chia bar Gamada (Talmud, Ketubót 112). Um árabe que passava por ali, montado em seu cavalo e sem compreender a cena, pensou que o rabino estava louco. Com muita raiva, subiu sobre ele com o seu cavalo, pisoteando-o até à morte.

O Gaon de Vilna despertou e estimulou seus discípulos a estudarem “O Cuzarí”, “um livro santo e puro, cujos princípios de fé de Israel e da Torá dependem de seu estudo” (Tosséfet Maassê Rav, parágrafo 15).

Um detalhe curioso e peculiar do livro é a forma como o rabino é designado. Ele não chamado de “rabino” e nem mesmo de “sábio” ou “Gaon”, e sim por um termo cujo significado é especial em hebraico e árabe e que não pode ser plenamente traduzido para outros idiomas. Quem lês esta obra em idioma estrangeiro perde muito de seu significado, devido às nuances da linguagem do autor.

Neste livro, o judeu é chamado de Chaver, “amigo”, cujo significado em hebraico é duplo. Na linguagem falada em nossos dias, quer dizer “colega”, “companheiro”. O mesmo se dá no Pirkê Avot (1:6): “Adquire um amigo.” Não obstante, esta palavra tem um significado adicional no hebraico original: na época dos sábios da Mishná, os grandes eruditos em Torá e minuciosos no cumprimento das mitsvót eram chamados de Chaverím (Mishná, Demai 2,3). O Chaver (“amigo”) é um mestre, conselheiro e orientador (ver o Rashi em Gênesis 45:8, com referencia a José, quando o Faraó o nomeou chefe de governo). Chéver é um dos nomes de Moisés, pois ele conectava o povo de Israel com seu Pai Celestial (Talmud, Meguilá 13).

Esta duplicidade idiomática foi bem empregue no livro “O Cuzarí”. As respostas ao rei não foram dadas por um erudito ou académico, enclausurado em sua torre do saber, ou por um génio totalmente distanciado da compreensão das pessoas simples. O sábio judeu, mesmo extremamente versado nos assuntos da Torá, soube falar ao seu interlocutor de modo amistoso e caridoso. As respostas foram dadas “ao nível dos olhos”, podendo ser compreendidas por qualquer um de nós. Deste modo, é mais fácil “amigar-se” com o texto, entendê-lo e aceitá-lo. Não se trata de uma palestra ou aula, mas, sim, de um colóquio ameno e objectivo entre duas pessoas muito próximas espiritualmente uma da outra.

Na tradução do texto ao português, não há como manter o significado mais amplo da palavra Chaver, daí a opção pelo termo “Sábio”. Não obstante, a lembrança do Rabino Iehudá Halevi nos lábio de todos aqueles que estudarem e abraçarem seus ensinamentos, será sempre a do “amigo-sábio”.

Rabino Moshe I. Bergman – Soc. Beneficiente Cultural Bnei Akiva de São Paulo

ANATOMIA DA ALMA – ENSINAMENTOS DO REBE NACHMAN DE BRESLAV


Anatomia da Alma

Chaim Kramer, Editora Sêfer, 536 páginas (16×23 cm, flexível), ISBN 978-85-85583-82-8, 2008

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Anatomia da Alma –  Ensinamentos do REBE NACHMAN DE BRESLAV

Você já se perguntou qual é o significado da passagem bíblica que afirma que “o homem foi criado à imagem de Deus”? Como Deus não têm forma nem figura, em que consiste essa “imagem Divina”? Onde e como ela se manifesta?

Nos textos bíblicos, talmúdicos e midráshicos, há muitas referências aos “poderes Divinos” que o ser humano possui. Porém, é a Cabalá que explica conceitos como a criação do mundo dentro do espaço esvaziado, a formação dos universos celestiais, as personas Divinas e as dez sefirot. Ele também esclarece como a humanidade – o ser humano físico – reflete a estrutura completa dos amplos poderes e atributos espirituais que Deus criou.

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Anatomia da Alma baseia-se nos ensinamentos do Rebe Nachman de Breslav (1772-1819), um dos maiores mestres chassídicos, e de seu discípulo mais próximo, o Reb Natan (1780-1844), e examina essas ideias e os poderes espirituais e místicos do homem, dando-lhes aplicação prática. O livro apresenta uma análise de todos os aspectos do corpo humano – os sistemas locomotor, circulatório, respiratório, reprodutor e outros – mostrando como eles se relacionam com as dez sefirot, os cinco níveis da alma e a capacidade de controle que o ser humano pode exercer sobre os universos espirituais ocultos.

O Rebe Nachman transmite uma mensagem muito clara: Todo indivíduo – sem exceção – pode começar imediatamente a produzir mudanças em sua vida, dependendo apenas de seu esforço. O ser humano é capaz de subir a escada espiritual e internalizar uma iluminação cada vez maior.

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Sobre o autor:

O Rabino Chaim Kramer, estudioso dos ensinamentos de Breslav há mais de 40 anos, fundou o Breslav Research Institute em 1979. O Instituto publicou mais de 50 títulos baseados nos escritos do Rebe Nachman. Kramer já produziu comentários para nove volumes da tradução do Licutê Moharan (a obra prima do rebe Nachman), que ainda não foi concluída.

A ÉTICA DO SINAI


A Ética do Sinai

Irving M. Bunim, Editora Sêfer, 544 páginas (21×28 cm, brochura), ISBN 85-85583-512-6, 1998 – 4ª edição de 2009

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A Ética do Sinai – Ensinamentos dos Sábios do Talmud

“Vivemos numa época em que o ensinamento ético é considerado ultrapassado; uma época em que o castigo, a advertência e a crítica moral construtiva são considerados de mau gosto; onde o autoquestionamento e a busca do aperfeiçoamento religioso são vistos como ofensivos. Nada poderia ser mais contrário à abordagem do judaísmo. Se nosso propósito fundamental na travessia da vida é buscar o desenvolvimento e o crescimento pessoal através da ética e da moral, é vital que possamos aprender e ensinar seus princípios e fundamentos. Somente assim chegaremos a alcançar o aperfeiçoamento de nossa espiritualidade. Este é precisamente o objectivo do trabalho que você tem nas mãos. Nele, cada um dos ensinamentos dos sábios do Talmud é interpretado e explicado demoradamente, de diversas maneiras, para que a compreensão se dê da forma mais completa possível.”

da Introdução do Autor

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Hilel dizia:

Se eu não for por mim, quem será por mim?

Mas se eu for só por mim, o que sou eu?

E se não for agora, quando?

Capítulo I: Mishná 14

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“Aquele que deseja tornar-se piedoso, que cumpra os ensinamentos de Avót.”

A frase acima, dita por Raba, um dos maiores estudiosos do Talmud de todos os tempos, sintetiza a suprema importância que Pirquê Avót, a Ética dos Pais, tem para o judaísmo.

O livro que você tem nas mãos traz, comentados e explicados um a um, em detalhes, os capítulos que compõem este breve e precioso tratado talmúdico. Raba não teria sido o único a exaltar-lhe à riqueza. Para muitos, Pirkê Avót contém a essência da Torá e do judaísmo.

A Ética do Pais aplica o código ético e moral da Torá à vida quotidiana, e é justamente nessa transposição, do erudito ao popular, do complexo ao compreensível, que encontra-se a essência de sua grandeza. A vida à luz das lições de Avót é uma vida à luz de Deus.

Os textos de A Ética do Sinai nasceram das brilhantes conferencias sobre Pirkê Avót feitas ao longo de 40 anos por Irving M. Bunim, um dos expoentes do judaísmo ortodoxo norte-americano deste século. Bunim foi um grande estudioso, um homem de negócios excepcional, uma figura humana de raras proporções. Mas, ao transmitir a centenas de milhares de pessoas, com humildade, humor, fervor e profunda sabedoria as lições de Pirkê Avót, actividade que tornou-se sua profissão de fé, elevou o espírito e ampliou os horizontes de nada menos do que duas gerações de judeus norte-americanos.

A Editora Sêfer sente-se honrada pelo privilégio de trazer ao público de língua portuguesa esta obra inigualável, de valor reconhecido em todo o mundo. Esperamos que você desfrute da leitura.

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Durante muitos anos esperei por uma tradução comentada do Pirkê Avót em português e saudei, com grande alegria, o lançamento de A Ética do Sinai pela Editora Sêfer.

O tratado Pirkê Avót é o mais importante conjunto de ditos de natureza ética conservado pelos sábios judeus durante muitos séculos. É um grande guia de vida. Um justo pode ser definido pelas suas palavras.

Por isso, esta não é uma obra de leitura obrigatória apenas para a comunidade judaica, mas para todos os homens e mulheres de bem que querem estar aos pés da Sabedoria.

Prof. João Bosco Lodi

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Sobre o autor:

Irving M. Bunim nasceu em 1901, em Volozhin, na Lituânia, uma cidade famosa em todo o mundo judaico pela excelência de sua Ieshivá, o seminário rabínico Êts Chayim.

Quando imigrou com a família para os Estados Unidos, aos 9 anos de idade, Bunim trouxe consigo as palavras de seu mestre, o chefe da ieshivá de Volozhin, que lhe ordenou “construir a Torá na América”.

Foi exactamente o que fez. Ainda muito jovem, teve o discernimento necessário para perceber quão fácil seria aos jovens judeus das primeiras levas migratórias deixarem-se assimilar por uma cultura emergente como a cultura norte-americana dos anos 20. Sua resposta foi criar um movimento ortodoxo destinado a trazer estes jovens de volta a casa, de volta ao judaísmo. Assim nasceu a sinagoga Young Israel, sede de um abrangente trabalho religioso e social que começou no Lower East Side nova iorquino. Um dos traços mais marcantes da personalidade e da conduta de Irving M. Bunim foi a sua generosidade. Viveu de acordo com os princípios mais elevados da Tsedacá, o mandamento judaico de ajudar ao próximo. Mas a tónica de sua Tsedacá sempre foi, comprovadamente, a bondade – Chessed, em hebraico, um ingrediente sem o qual o ato de estender a mão a quem precisa perde grande parte de seu sentido. Durante a perseguição nazista aos judeus da Europa, Irving M. Buning não mediu esforços para salvar o maior número possível de vidas. Organizou, ao lado do ilustre rabino Aaron Kotler, um comité de resgate que efectivamente conseguiu ampliar as cotas de imigração abertas para judeus pelos Estados Unidos, livrando da morte dezenas de milhares de pessoas. Foi um incansável propagador dos horrores que estavam sendo cometidos por Hitler numa época em que governos de todo o mundo livre, inclusive o dos Estados Unidos, preferiam fechar os olhos às atrocidades. Da mente e, sobretudo, do coração deste grande homem nasceram as ideias, percepções e ensinamentos que você, caro leitor, está prestes a conhecer.

SE DEUS É BOM, POR QUE O MUNDO É TÃO RUIM?


Capinha se

Rabino Benjamin Blech, Editora Sêfer, 224 páginas (14×21 cm), ISBN 85-85583-75-4, 2006

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Nestes tempos turbulentos, as pessoas fazem perguntas muito difíceis sobre Deus e sobre a fé…

  • Por que Deus permite que a doença e o mal existam?
  • Se eu sofro, isto significa que eu mereço este sofrimento?
  • Por que pessoas inocentes especialmente as crianças morrem tragicamente?
  • Deus intervém em tempos de dificuldade?
  • Como explicar o Holocausto?
  • Quem realmente dirige o mundo – Deus ou o ser humano?
  • De que adianta rezar para Deus?

O rabino Benjamin Blech – autor de “O Mais Completo guia sobre Judaísmo” – admite: as respostas a essas perguntas não são simples. Não há uma explicação única que sirva para tudo. Na verdade, não apenas há muitas respostas, como, em situações diferentes podem ser aplicadas diversas explicações.

Esta análise fascinante da sabedoria judaica sobre o tema do sofrimento é fruto de milhares de anos de debate, exame e discussão. A sabedoria judaica ensina que há respostas ricas e inspiradoras à derradeira pergunta: Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim?

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“Continua onde o clássico de Harold Kushner Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas termina…”Publishers Weekly

“Benjamin Blech recoloca Deus no Seu devido lugar – no assento de motorista dos eventos humanos. Isto levanta todo o tipo de perguntas fascinantes que o rabino Blech responde com clareza e sabedoria. Ao analisar séculos de ensinamentos judaicos, o rabino Blech nos deus um livro que conforta e inspira.”  Ari L. Goldman, escritor

“O rabino Benjamin Blech merece reconhecimento como um sábio do século 21 – acolhedor, inteligente, espirituoso, autor de inúmeras reflexões e, no final de contas, inspirador. Esse seu novo e maravilhoso livro é aumentado por seu retrospecto rico e fenomenalmente variado, como também por um estilo de prosa lúcido, forte e cativante. Em resumo, todo leitor – judeu ou não-judeu, religioso ou céptico – irá se sentir enriquecido por uma obra que aumenta a nossa compreensão e envolvimento com algumas das questões mais persistentes e importantes da vida.” Michael Medved, radialista

“O rabino Blech apresenta um novo livro revolucionário que irá literalmente mudar o modo como lidamos com os mais difíceis obstáculos. Neste, ele fornece respostas originais e inovadoras para os mais intrigantes problemas do ser humano. Leitura obrigatória para qualquer um que já contemplou os complexos temas da vida e da morte.” Jewsweek Magazine

“A nossa é uma geração na qual muitos de nós temos que lutar com traumas de natureza pessoal e global. O mais recente livro do rabino Benjamin Blech é uma leitura importante para aqueles que procuram reflexão e entendimento.”Esther Jungreis, escritora

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Sobre o Autor:

“…um mestre bíblico.”  David Sacks, escritor vencedor do Prémio Emmy

“O rabino Benjamin Blech é um respeitado membro da yeshiva University e um articulado observador da natureza humana…”  Norman Lamm, Ph.D., ex-presidente da Yeshiva University, EUA

“…um líder espiritual inspirador— e uma grande professor…” Rabino Emanuel Rackman, presidente da Universidade Bar-Ilan, Israel

“O rabino Blech tem… uma capacidade única de comunicar a sabedoria dos nossos grandes mestres e transformá-la em aplicação prática para a nossa vida quotidiana!” Morris Smith

Rabino Benjamin Blech é um educador, líder religioso, escritor e um orador conhecido nos Estados Unidos e Internacionalmente. Ele é professor associado da Yeshiva University e rabino emérito da Congregação Young Israel of Oceanside, em Nova York. Aparece com frequência em canais de TV norte-americanos e escreve para jornais e revistas como Newsweek The New York Times. Seu sítio na internet é www.benjaminblech.com.

CASHER NA PRÁTICA


Casher na Prática

Rabino Ezra Dayan, Editora Sêfer, 191 páginas (14,5×21,5 cm, capa dura), Meor Hatora – Kolel Ohel Yossef, 2006

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Colectânea de Leis e Costumes Ligados à Dieta Alimentar Judaica

“A dieta alimentar judaica não só preserva o corpo e a alma do judeu, mas também serve-lhe como documento de identidade. A Cashrut é algo que une o povo… Ao comer casher, estaremos unindo os integrantes do povo judeu e, quem sabe, aproximando a vinda do Mashiach.”

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