TALMUD TORÁ


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TALMUD TORÁ

A Mitzvá (mandamento) de Talmud Torá – O Estudo da Torá – é um preceito fundamental do judaísmo. Os sábios ensinam-nos que a Torá é uma das três coisas sobre as quais o mundo se apoia, e que o “estudo da Torá supera todas as outras Mitsvót” em importância e na recompensa que encerra. As dimensões de conhecimento derivadas do estudo são teóricas e práticas, abstratas e concretas, uma orientação de vida.

O estudo da Torá é não só um meio mas um fim, uma componente essencial do judaísmo. A noção judaica de “um reino de sacerdotes e uma nação sagrada” apoia-se, no fato de o conhecimento judaico não estar limitado a uma casta instruída separada, mas ser incumbência de todos.

No estudo da Torá, há uma relação dialética entre demandas objectivas e afinidades pessoais; algum atalho plausível deve ser procurado, entre os dois. A pessoa deve ter em mente a diferença entre experiência e conhecimento.

Um elemento essencial, independentemente do assunto, é a regularidade do estudo, um compromisso inflexível com o estudo que deve ser em grupo, com um professor ou alguém mais experimentado. Um professor deve servir de mentor, mestre e guia.

Um tipo de conhecimento que é essencial é a linguagem das fontes, especialmente o idioma hebraico (mesmo que só a compreensão passiva), apenas confiar no “judaísmo traduzido” é perigoso tanto para as comunidades, como para os indivíduos.

É muito importante conhecer a Bíblia Hebraica – Tanach, se possível na sua totalidade. O que é essencial é o conhecimento do conteúdo global dos vários livros, os temas e as estórias.

Chumash (Torá) é coberto na totalidade uma vez por ano e cada porção lida e estudada semanalmente.

Outra área importante de estudo é a Halachá que oferece orientação para a maneira de proceder: leis de observância diária, como as da oração, Shabat, Cashrut, e Taharat Hamishpachá (pureza familiar). O Kitsur Shulchan Aruch é um dos pontos de partida para o estudo de todas estas leis e costumes.

Talmud (Torá Oral) e os seus comentários representam outra área significativa de estudo e aprendizado. A ignorância do Talmud é mais grave que a ignorância das escrituras, pois ele é a base para quase todas as áreas do judaísmo, que estão direta ou indiretamente ligadas a ele; dá equilíbrio ao espírito e restringe as inclinações mais extremas.

O estudo do misticismo judaico, a Cabala, apresenta um problema especial pois apesar de ser provavelmente o único sistema teológico judaico existente, não é uma disciplina em si mesma, mas está estritamente relacionada com a prática religiosa em geral. É um comentário (em certo sentido) sobre a Torá escrita e oral e não pode ser separada nem na teoria nem na prática, de todo o conjunto das Mitsvót. É falso e desorientado visualizar a tradição mística judaica separada do contexto maior do judaísmo como um todo.

Por último o estudo do Pensamento Judaico em suas muitas facetas.

O estudo da Torá é portanto, uma mistvá fundamental por direito próprio, da incumbência de todo judeu, enquanto viver.

 

***

Bibliografia:

Teshuvá – Um Guia para o Judeu Recém Praticante

Adin Even Yisrael (Steinsaltz), Editora Maayanot, 254 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 85-85512-21-0, 1994 (reedição de 2006)

Link: http://www.judaicaportugal.com/TESHUV_/p440356_1884963.aspx

 

A Mitzvá (mandamento, conexão) de Talmud Torá – O Estudo da Torá – é um preceito fundamental do judaísmo. Os sábios ensinam-nos que a Torá é uma das três coisas sobre as quais o mundo se apoia, e que o “estudo da Torá supera todas as outras Mitsvót” em importância e na recompensa que encerra. As dimensões de conhecimento derivadas do estudo são teóricas e práticas, abstratas e concretas, uma orientação na vida.
O estudo da Torá é não só um meio mas um fim, uma componente essencial do judaísmo. A noção judaica de “um reino de sacerdotes e uma nação sagrada” apoia-se, no fato de o conhecimento judaico não estar limitado a uma casta instruída separada, mas ser incumbência de todos.
No estudo da Torá, há uma relação dialética entre demandas objectivas e afinidades pessoais; algum atalho plausível deve ser procurado, entre os dois. A pessoa deve ter em mente a diferença entre experiência e conhecimento.
Um elemento essencial, independentemente do assunto, é regularidade do estudo, um compromisso inflexível com o estudo que deve ser em grupo, com um professor ou alguém mais experimentado. Um professor deve servir de mentor, mestre e guia.
Um tipo de conhecimento que é essencial é a linguagem das fontes, especialmente o idioma hebraico (mesmo que só a compreensão passiva), apenas confiar no “judaísmo traduzido” é perigoso tanto para as comunidades, como para os indivíduos.
É muito importante conhecer a Bíblia Hebraica – Tanach, se possível na sua totalidade. O que é essencial é o conhecimento do conteúdo global dos vários livro, os temas e as estórias.
O Chumash (Torá) é coberto na totalidade uma vez por ano e cada porção lida e estudada semanalmente.
Outra área importante de estudo é a Halachá que oferece orientação para a maneira de proceder: leis de observância diária, como as da oração, Shabat, Cashrut, e Taharat Hamishpachá (pureza familiar). O Kitsur Shulchan Aruch é um dos pontos de partida para o estudo de todas estas leis e costumes.
O Talmud (Torá Oral) e os seus comentários representam outra área significativa de estudo e aprendizado. A ignorância do Talmud é mais grave que a ignorância das escrituras, pois ele é a base para quase todas as áreas do judaísmo, que estão direta ou indiretamente ligadas a ele; dá equilíbrio ao espírito e restringe as inclinações mais extremas.
O estudo do misticismo judaica, a Cabala, apresenta um problema especial pois apesar de ser provavelmente o único sistema teológico judaico existente, não é uma disciplina em si mesma, mas está estritamente relacionada com a prática religiosa em geral. É um comentário (em certo sentido) sobre a Torá escrita e oral e não pode ser separada nem na teoria nem na prática, de todo o conjunto das Mitsvót. É falso e desorientado visualizar a tradição mística judaica separada do contexto maior do judaísmo como um todo.
Por último o estudo do Pensamento Judaico em suas muitas facetas.
O estudo da Torá é portanto, uma mistvá fundamental por direito próprio, da incumbência de todo judeu, enquanto viver.
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Bibliografia:
Teshuvá – Um Guia para o Judeu Recém Praticante
Adin Even Yisrael (Steinsaltz), Editora Maayanot, 254 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 85-85512-21-0, 1994 (reedição de 2006)

Sobre RAMM
My Motto: The wise man doesnt give the right answers, he poses the right questions, Claude Levi-Straus.

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