DICIONÁRIO SEFARADI DE SOBRENOMES – DICTIONARY OF SEPHARDIC SURNAMES


Dicionário Sefaradi

Guilherme Faiguenboim, Paulo Valadares, Anna Rosa Campagnano, Editora Fraiha, 528 páginas (28,5 cm x 21,5 cm, capa dura), ISBN 85-85989-20-3, Ano 1946 (2ª edição revisada, 2004

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Dicionário Sefaradi de Sobrenomes – Dictionary of Sephardic Surnames

Inclusive Cristãos-Novos,Conversos, Marranos, Italianos, Bérberes e sua História na Espanha, Portugal e Itália.

Souza, Miranda, Pinto e até Silva. Sobrenomes como esses, tipicamente brasileiros, podem revelar em sua origem alguma ascendência judaica. É o que mostra o maior estudo já realizado sobre a trajetória dos judeus sefaradis entre os séculos XIV e XX. O resultado desse trabalho está reunido no Dicionário Sefaradi de Sobrenomes, que chega ao mercado após oito anos de extensa pesquisa.

A publicação, bilíngue (português/inglês) é inédita, tem 528 páginas e foi escrita por Guilherme Faiguenboim, Anna Rosa Campagnano e Paulo Valadares, e tem o prefácio assinado por Marcio Souza.

Além dos quase 17.000 sobrenomes e 12.000 verbetes, o livro possui uma introdução histórica, ilustrada, coma proximadamente 120 páginas em papel cuchê a quatro cores, sobre a trajetóriados judeus na Espanha e Portugal desde o ano 700 até a Inquisição, narrando o seu destino e a formação de comunidades judaicas em outros países, inclusive no Brasil.

A primeira parte histórica, que vai do ano 700 até a Inquisição, foi escrita por Reuven Faingold, doutor em História pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e a parte da dispersão, após a Inquisição, foi escrita pelo professor Paulo Valadares, historiador pela PUC-CAMP e mestrando pela USP, sob a orientação da professora Anita Novinsky.

Guilherme Faiguenboim escreveu o texto sobre a onomástica sefaradita, que explica a etimologia, transformação emorfologia dos nomes próprios. Alguns critérios foram utilizados no estudo eclassificação dos nomes, como: formas básicas e variantes, transliterações, línguas e alfabetos, critérios socioculturais, confiabilidade das fontes, estatística para comparação e checagem das fontes, classificação dos nomes, metodologia, entre outros.

Esta obra foi premiada internacionalmente e já está na 2ª-edição.

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OPINION

Mention has been made of the recent Brazilian book “Dicionário Sefaradi de Sobrenomes” (Dictionary of Sephardic surnames). Having just received my copy I thought to share some of my early impressions because of the great interest in this publication.

This superb bilingual addition to the library ofessential books for Sephardic Genealogy has 528 pages divided into several sections. The first section, dealing with a brief Sephardic history and explanations of Sephardic onomastic is printed on 150 pages of glossy paper, beautifully illustrated and reminiscent of an “art book”. The right hand page is in Portuguese and the left hand in English, which – though translated by someone for whom English is obviously not a first language – is quite enjoyable and informative.

The remainder of the book, printed in non-glossypaper, consists of the dictionary of 16,000 Sephardic surnames. For this, the authors modeled themselves on Beider’s Surnames of the Russian Empire, albeit with a few modifications necessitated by dealing with surnames written in avariety of alphabets and languages (instead of just Cyrillic), and covering aperiod of 6 centuries and 335 sources instead of the much narrower period and sources used by Beider.

The dictionary section presents the surname, some spelling variants, geographical locations, type (patronymic, descriptive,etc.), meaning of, and sources where found. The dictionary does not include the rich individual biographic data and name variants occasioned by country and language changes due to the mobility of Sephardic Jews over the centuries as found in Abraham Laredo’s landmark “Les Noms the Juifs du Maroc”. That would have required several volumes instead of one. On the other hand, Faiguenboim’s book includes a much larger number of surnames difficult to find elsewhere and is a remarkable achievement for which we owe the authors a debt of gratitude.

I would highly recommend this book as essential in any serious library of Sephardic genealogy books.

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Jeff Malka

Author of “Sephardic Genealogy: Discovering your Sephardic Ancestors and their World”, Avotaynu, 2002.(http://www.avotaynu.com/books/sephardic.htm).

Reference Book of the Year Award for 2002 from the Association of Jewish Libraries.

WAHNON – CONTRIBUTO PARA UMA GENEALOGIA


Livrofoto

Edição bilingue (Português / Inglês); 726 páginas, p&b, 178x254mm; Abril 2011, edição do autor; © 2011 Luís Almeida Santos
Está disponível em www.wahnon.net

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WAHNON – Contributo para uma Genealogia
Uma história da família Wahnon de 1670 a 2011 e as suas ligações aos Benoliel, Cohen, Hassan, Levy, Benrimoj, Bentubo, Morbey, Benaim, Pilo, Benshid, Delmar, Brigham, Abecassis, Bentata, Seruya, Bensusan, Benzaquen, Vera-Cruz, Carvalho, Martins, Melo, Veiga, entre outros. 
De Marrocos e Gibraltar a Cabo Verde, Portugal, EUA, Venezuela, Argentina, Brasil, Espanha, França, Israel e Itália.
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Sobre o autor: A promover uma pesquisa genealógica sobre os Wahnon desde 1985 – e tendo publicado a 1ª genealogia em 2000 em CDRom – desde o início fiquei admirado com os rumos que uma antiga família judia do século XVII pôde tomar ao longo dos tempos, todos os seus ramos e as novas pátrias, as espantosas histórias encontradas, os rostos e os lugares, as vidas dos nossos antepassados!
Com a ajuda entusiástica de alguns dos seus membros e de registos oficiais,  um enorme trabalho genealógico foi possível ao longo destes tempos e grande parte da história da família pode agora ser contada às gerações presentes e a todas as futuras.
O nome é uma herança de família mas o que podemos contar acerca dele é o seu património.
Partilhemo-lo então com todos os descendentes. Luis Almeida Santos
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ENGLISH VERSION:

A Wahnon family history from 1670 to 2011 and it’s connexions to the Benoliel, Cohen, Hassan, Levy, Benrimoj, Bentubo, Morbey, Benaim, Pilo, Benshid, Delmar, Brigham, Abecassis, Bentata, Seruya, Bensusan, Benzaquen, Vera-Cruz, Carvalho, Martins, Melo, Veiga, among others. 
From Morocco and Gibraltar to Cape Verde, Portugal, USA, Venezuela, Argentina, Brazil, Spain, France, Israel and Italy.
Bilingual edition (English / Portuguese); 726 pages, b&w, 7×10 inch, april 2011, author’s edition; © 2011 Luís Almeida Santos
Available at: www.wahnon.net

About the author: Doing a genealogical research in Wahnon since 1985 – and published the first genealogy in 2000 in CDRom – soon the author was amazed with the paths that an ancient Jewish family from the XVII century could take all over the time, the all new branches and new homelands, the amazing stories found, faces and places, our ancestor’s lifes!

With the enthusiastic help from some of his members and official records, a huge genealogical work was possible for all these years and a great part of the  family history may now be told to present and all future generations.
The surname it’s a family heritage but what we can tell about it is the family patrimony.
Let’s share it with the all descendants. Luis Almeida Santos

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Apelidos Presentes – Surnames

 

A Abecassis, Abenatar, Abergel, Abitbol, Aboab, Aboim, Abreu, Abudarham, Acrish, Adamo, Aflalo, Agostinho, Aguiar, Alberio, Albuquerque, Alcobia, Alhinho, Almas, Almeida, Almosnino, Alvarez, Alves, Amar, Amaral, Amorim, Amram, Amselem, Amzalak, Anahory, Ancona, Anderson, Andrade, Anjos, Antão, Araújo, Arriaga, Asayol, Attias, Auday, Audette, Avelino, Avillez, Ayala, Azancot, Azancot, Azerad, Azevedo, Azinhais, Azra, Azuelos, Azulay.

B Baert, Balensi, Bandeira, Banon, Baptista, Baquish, Bárbara, Barbosa, Barchillon, Barreto, Barros, Baruck, Basílio, Basto, Beguin, Belcher, Belchior, Belilo, Belilty, Belisha, Bellém, Bello, Belo, Benabu, Ester, Benady, Benaim, Benamor, Benarroch, Benarroch, Benasayag, Benatar, Benavides, Benbunam, Benchimol, Bendahaan, Bendayan, Bengualy, Benguigui, Benhayon, Benhayot, Benifla, Benihamu, Beniso, Benjamin, Benlisha, Benmiyara, Benmuyal, Benoliel, Benrimoj, Benros, Bensaadon, Bensadon, Bensaude, Benselum, Benshid, Benshimol, Bensimon, Bensmon, Benson, Bensusan, Bentata, Bentolila, Bentub, Bentubo, Benyunes, Benzadon, Benzakein, Benzaquen, Benzecry, Benzimra, Berdugo, Bergel, Beriro, Berish, Bermudez, Bernardo, Berrios, Berti, Biitan, Biscaia, Bismuth, Bitton, Blackwell, Blank, Bloom, Bonina, Bonito, Botbol, Botelho, Bottey, Bradish, Braga, Bragança, Bramão, Branco, Bray, Brennan, Brigham, Brilhante, Brito, Brum, Burak, Busher, Busto, Butler, Buzaglo.

C Cabesa, Cabral, Caetano, Caldeira, Calheiros, Calvário, Camilo, Campos, Canas, Candeias, Candido, Cansino, Cantari, Capela, Cardoso, Carrascalão, Carrelo, Carrelo, Carriche, Carrilho, Carroll, Carter, Carvalhal, Carvalho, Castelo, Castro, Cavaco, Cavalleri, Cavazza, Cazes, Celestino, Chalcoski, Chandade, Chantre, Chavez, Chejfec, Chibante, Chocron, Cimo, Claus, Clawson, Cobos, Cochosel, Coe, Coelho, Cohen, Comando, Conceição, Conn, Connolly, Conquy, Consciência, Corré, Correia, Cortes, Costa, Coster, Cotrim, Cotta, Coutinho, Croucher, Cruz, Cuby, Cunha, Custódio, Cyrne.

D Dahan, Damora, Danan, Dar, Daugbjerg, David, Davis, Dawn, Defrance, Degand, Delgado, Delmar, Detmers, Dias, Dichi, Dickson, Dikson, Dimas, Diniz, Dionísio, Dixon, Domingos, Duarte, Duo, Durão, Dusoir.

E Eça, Edwards, Eisenoff, Elancry, Eleini, Eliott, Elmalej, Elnijar, Eltuaty, Encarnação, Ennes, Ermano, Escogido, Esmael, Ettedgui, Evora, Ezaoui, Ezaoui.

F Fabre, Fansler, Farache, Feijóo, Feldman, Ferdinand, Fernandes, Feron, Ferrebee, Ferreira, Ferro, Fialho, Figueiredo, Fimat, Finzi, Firmino, Fischel, Fisher, Flamengo, Fonseca, Fontes, Fortes, Fortuna, Fragoso, Framm, Francisca, Franco, Freidman, Freire, Freitas, Funny.

G Gabay, Gaivão, Gallardo, Gallo, Galvão, Gama, Gameiro, Gamero, Garbes, Garção, Garcia, Garrido, Garson, Genie, Gharbi, Ghira, Gilbert, Gloria, Gluck, Godinho, Goinhas, Goldmann, Goldsmith, Gomes, Gonçalves, Gonsalves, Gonzales, Gonzalez, Gouveia, Graça, Grácio, Granja, Green, Greenwald, Grego, Grossman, Guahnon, Guanano, Guerra, Guilherme, Guilman, Guinon, Gusmão, Guterres.

H Hadida, Hale, Hammermeister, Hanah, Hannah, Harbuck, Hasan, Hatchuel, Hausman, Heinrich, Henriques, Herring, Hilario, Hilt, Hoffer, Hoffman, Hollenbeck, Horner, Horner, Horta, Hotchkin, Hughes.

I Imbassahy, Inon, Irving, Isaac, Israel, Izquiano.

J Jasko, Jasqui, Jesus, Jimenez, Johnstone, Jones, Juliana, Junqueira.

K Kacan, Kalychurn, Karp, Katz, Kelly, Kirk, Klar, Kolinsky, Kunz, Kuska.

L Lacerda, Lackie, Ladeira, Ladomerszky, Laferrier, Lagido, Lamounier, Lapak, Laver, Leal, Leesu, Leitão, Leitch, Leite, Lejo, Lemay, Levi, Levy, Lima, Linden, Lindo, Lisboa, Lôbo, Locayo, Locke, Lopes, Loureiro, Lourenço, Lousã, Lozon, Lucas, Luciardo, Luís, Lukey, Lundegaard, Lupi, Luz.

M Macambira, Macedo, Machado, Madeira, Magalhães, Magaly: Mahoney, Maia, Maidana, Mamam, Mana, Manahan, Manoel, Marcelino, March, Marchueta, Mariano, Marín, Marques, Marrache, Martin, Martinho, Martins, Mascarenhas, Massias, Mateus, Matias, Mattana, McDowell, McIlroy, McIlveen, McKinney, Medina, Meehan, Mello, Melo, Meloni, Mendelsohn, Mendes, Mendia, Mendoça, Meneses, Menezes, Mentler, Mercês, Metello, Miller, Miranda, Mohr, Montanha, Montay, Monteiro, Mooi, Morais, Morbey, Moreira, Morey, Morgado, Morris, Mosso, Mota, Moura, Mourão, Mueller, Muguet, Munell, Múrias.

N Nahon, Nahum, Nascimento, Naypliotou, Nazareth, Nesbaum, Neto, Neumann, Neves, Nogueira, Noronha, Nunes, Nuñez.

O Olazabal, Oliel, Oliveira, Oliver, Orabuena, Orey, Ortega, Ortigão, Osório, Ottolini, Ovelheira.

P Pacheco, Pack, Padeira, Pagan, Palha, Palma, Panteleimonov, Paredes, Pariente, Passalacua, Passos, Pate, Patucca, Paulo, Peeters, Pennino, Pereira, Peterfalvi, Peterson, Phillips, Phyllis, Piccioto, Pierre, Pilo, Pimenta, Pinheiro, Pinto, Pires, Pisaneschi, Plaza, Pontes, Portela, Posadas, Potaznik, Potgieter, Power, Powles, Prates, Pratt, Presas.

Q Quaresma, Quintana, Quintela.

R Ramagge, Ramalho, Ramires, Ramirez, Ramos, Rato, Rebello, Redwine, Rego, Reis, Resnik, RestivoRevoredoRhodes, Ribeiro, Ricardo, Roberts, Rocha, Rocheteau, Rodrigues, Rofe, Rölleke, Romansky, Romão, Roque, Rosa, Rosado, Rosell, Rosseli, Ruah, Ruas, Ruiz, Rumpeler, Russel, Rutgers.

S Sá, Saavedra, Sabah, Saint Aubyn, Sala, Salazar, Saldanha, Sampaio, Sananes, Sanches, Sandals, Santiago, Santo, Santos, Saramago, Sarmento, Schafferson, Schoener, Schultz, Scime, Scoggins, Seabra, Sebastião, Secca, Seidenfaden, Sena, Onélia, Senior, Sequerra, Serfaty, Serradas, Serruya, Shaw, Sherman, Shukrun, Silva, Silveira, Sistelo, Skolnik, Smith, Soares, Sobel, Soeiro, Sol, Sotomaior, Sousa, Souto, Spindel, Stanley, Stauffer, Strum, Suissa, Sullivan, Sultan, Supino.

T Taurel, Tavares, Tedesqui, Teixeira, Teles, Teret, Thomas, Thompson, Timperley, Tissie, Tojal, Toledano, Tomás, Touhami, Trindade, Trovão, Truzman, Tsivin, Tucker, Tudela, Tudesqui, Turner, Turpin.

U Urban, Uzcategui.

V Vale, Valido, Valido, Valle, Valterio, Van Den Broek, Vanole, Varandas, Varela, Vasconcellos, Vasconcelos, Vaz, Veiga, Ventura, Vera-Cruz, Viana, Vicente, Vieira, Vilhena, Vinhas, Vinisti, Viterbo, Vitorino, Voorst, Voss,

W Wahnon, Waldrop, Wanano, Wang, Warburton, Wasson, Weber, Webster, Weisfogel, Weisman, Wellens, White, Whitley, Widmer, Winer, Winn, Wintermute, Wojtkunski, Wood, Worley, Wyatt.

X Xara-Brasil. Y Yahudah, Ybarra, Yenon, Yenon, Yoshii, Young.

Z Zagury, Zappalá, Zara, Zeital, Zlotowski.


ASSIM NASCEU ISRAEL


Assim Nasceu Israel

Jorge García Granados, Editora Sêfer, 328 páginas (16×23 cm, flexível), ISBN 978-85-85583-91-0, 2008

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Assim Nasceu Israel – Nos Bastidores da ONU: a votação que levou à criação do Estado Judeu

Este livro é o primeiro relatório detalhado, feito por uma testemunha que viveu o que a Comissão Especial das Nações Unidas para Palestina (UNSCOP) encontrou na Terra Santa, como se decidiu em favor da partilha e como nasceu Israel.

Além disso, é esta também primeira revelação franca do que ocorreu por trás dos augustos portais das Nações Unidas em todo o processo. Conta como funciona a Assembleia Geral; como, por meio de acordos, se elegiam as comissões especiais; como algumas personalidades dirigem e modelam a política de uma nação; como as grandes potências pressionaram e contra pressionaram os seus satélites antes da proclamação da independência de Israel, em 15 de maio de 1948.

O autor, Jorge García Granados, como chefe da delegação guatemalteca perante as Nações Unidas, foi designado para a Comissão Especial desse organismo para a Palestina, designação que acolheu com simpatia e calor. Permaneceu vários meses na Palestina com a Comissão, entrevistando os ingleses e reunindo-se em segredo com representantes do movimento subterrâneo judeu, com membros da Haganá e com as diversas facções árabes. Conversou com prisioneiros políticos, com motoristas, com operários, com colonos, assim como com funcionários de todo tipo. Foi à Palestina com total imparcialidade e isenção e saiu dali plenamente convencido da justiça da partilha. Em cumprimento de suas tarefas, visitou os campos de refugiados deslocados da Europa. Depois, retornou a Lake Success, então sede da ONU, para lutar por decisões transcendentais.

Com profunda humanidade e sensibilidade, e com o enfoque de um latino-americano que, segundo suas próprias palavras, “é de um país de dores”, García Granados narra neste livro apaixonante o que viu e o que ouviu. Não foi só o jogo duplo, a opressão e a intriga: também o idealismo, a determinação e as proezas presenciadas que foram a causa desta primeira história informal da gênese de Israel.

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Prefácio à Edição Brasileira:

Este livro é desconhecido da grande maioria do público de língua portuguesa, e seu autor, Jorge García Granados, um jornalista, advogado e diplomata guatemalteco, é pouco mencionado até mesmo nas comunidades judaicas e em Israel, que têm com ele uma dívida de gratidão por sua luta em prol da partilha da Palestina. Ele ajudou a abrir caminho para o nascimento de Israel.

Granados sofreu desde jovem a ditadura e o despotismo em seu país. Por defender a liberdade, foi preso e desterrado. No entanto, isso só fez aumentar seu apego às causas em que acreditava e moldou nele um espírito corajoso que jamais se dobrava aos poderosos. Era uma personalidade ímpar, sempre dedicado à justiça. Quis o destino que fosse o representante da Guatemala na Organização das Nações Unidas (ONU) quando os ingleses resolveram levar o problema da Palestina àquela instituição mundial.

Indicado para integrar a UNSCOP, a Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina, foi para o Oriente Médio com a imparcialidades que o caracterizou por toda a vida. Depois de meses conversando com pessoas de todo o tipo, visitando kibutzim e constatando os “milagres” que os judeus faziam ao transformarem desertos em áreas cultiváveis, em meio a condições extremas do clima, sofrendo o desdém dos britânicos que detinham o Mandato e sangrentos ataques das incitadas turbas árabes, Granados deixou a Palestina convencido da necessidade e da justiça da partilha, tornando-se, então, um dos seus grandes e mais forte arautos na ONU. Ele ainda foi à Europa e percorreu, entre sensibilizado e indignado, os campos onde viviam em estado de completa miséria judeus refugiados e deslocados, que não podiam imigrar para a Palestina nem voltar aos seus países de origem.

Trata-se de uma obra importantíssima, não só para nós judeus como para os não-judeus que se interessam pela questão do Médio Oriente. O relato de Granados, é um documento valioso para a compreensão do tema e um testemunho notável para a história, especialmente deste caso tão manipulado por aqueles que nunca se conformaram com a Independência de Israel. Suas páginas nos apresentam argumentos e fatos históricos paticamente inéditos e tão fortes, ainda desconhecidos do grande público, que acrescentam novas e irrefutáveis provas do direito judaico à Palestina.

É lamentável que, por mais de 60 anos, este livros, que só existia em inglês, espanhol e hebraico, tenha ficado inacessível ao leitor de língua portuguesa. Agora, este poderá conhecer mais a fundo as inúmeras facetas tratadas nesta obra, como, por exemplo, a fragilidade das reclamações árabes: Granados capta um dos motivos pelos quais eles nunca aceitaram o Estado Judeu – “Israel fere a dignidade nacional dos árabes” – ou, ainda, detalhes interessantes sobre a Declaração de Balfour e em que circunstâncias  ela foi elaborada e entregue; e todo o histórico da Liga das Nações ao conceder o mandato que a Inglaterra se encarregasse de criar o Lar Nacional Judaico e como ela se desviou disso por interesses políticos próprios.

O autor descreve também sua indignação com o brutal regime policial dos britânicos, a opressão, as injustiças e os tribunais ditatoriais que os ingleses impuseram aos judeus. Em determinado ponto de seu relato, chega a dizer que a atitude dos ingleses – sempre considerados paladinos do humanitarismo e da não-violência – era muito pior que a dos despóticos ditadores latino-americanos da época.

Há também um comovente testemunho sobre o célebre episódio do navio Exodus, relatado pelo diplomata que o ouviu de um não-judeu norte-americano, um reverendo que foi tripulante voluntário no transporte de imigrantes ilegais para a Palestina. O que se passou nos bastidores das comissões, subcomissões e Assembleia Geral da ONU é outro tema abordado com detalhes, que mostram como eram feitos os acordos entre os países para decidir questões na ONU, as pressões e as manipulações dos votos, especialmente as tentativas dos países árabes em impedir, a todo custo, que a partilha prosperasse e fosse aprovada pela maioria dos países do mundo.

Não menos importante é a corajosa revelação – surpresa para muita gente – de que os Estados Unidos nem sempre foram favoráveis à criação de Israel, chegando a ameaçar com sanções a então iminente jovem nação. O Estados Unidos foram o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Israel, mas fizeram de tudo para impedir que ele nascesse no dia 15 de Maio de 1948 e, além disso, tentaram, seguindo o caminho do apaziguamento, propor a revogação da partilha e criar um fideicomisso após a retirada das tropas britânicas – tudo para agradar os árabes e não ferir seus interesses petroleiros no Médio Oriente.

Este livro, agora em português, é uma homenagem à memória de um dos maiores democratas da América Latina: o seu autor, Jorge García Granados.

Os tradutores: Sara Schulman e Szyja Ber Lorber

BREVE HISTÓRIA DO JUDAÍSMO


Breve História do Judaísmo

Isidore Epstein, Editora Sêfer, 368 páginas (16×23 cm, flexível), ISBN 978-85-7931-003-4, 2010

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Breve descrição da origem e desenvolvimento dos ensinamentos, práticas, pensamento filosófico e doutrinas místicas da religião e moral judaicas ao longo de 4.000 anos de história dos judeus

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Breve História do Judaísmo

Este breve mas compreensivo estudo do judaísmo é apresentado contra um fundo de 4.000 anos de história dos judeus, que vai desde as migrações de Abraão, o progenitor do povo judeu, até o estabelecimento do moderno Estado de Israel.

O livro narra o nascimento, crescimento e desenvolvimento das crenças, dos ensinamento e das práticas do judaísmo, assim como as suas esperanças, aspirações e ideias. São expostos também os movimentos espirituais e as influências que têm moldado a religião judaica nas suas variadas manifestações.

São descritas as várias contribuições feitas por profetas, legisladores, mestres, salmistas, sábios, rabinos, filósofos e místicos através dos quais o judaísmo veio a se tornar a força viva religiosa que é hoje. No tratamento destes temas é mantido o equilíbrio entre os fatos e a interpretação, com clareza e simplicidade.

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“O saudoso Rabino Dr. Isidore Epstein foi um dos mais destacados acadêmicos da comunidade judaica britânica; um homem de vasta erudição cujo trabalho se estendeu sobre quase todas as áreas do judaísmo história, legislação, literatura e filosofia. Suas obras, sempre magistrais, permanecem atuais até os dias de hoje.”

Jonathan Sacks, Rabino-Chefe da Grã-Bretanha e Comunidade Britânica

GRÁCIA NASI


9789896262440

Esther Mucznik, Esfera dos Livros, 208 páginas + 16 extratextos(16×23,5 cm, cartonado), ISBN 9789896262440, Set. 2010

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Grácia Nasi – A Judia Portuguesa do Século XVI que desafiou o seu próprio destino.

A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha.

Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade desejada. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos.

Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.

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A História dos judeus é uma história de violência e sofrimento causada pela suposta traição de Judas a Jesus Cristo (curioso ver agora que a História começa a perceber que não houve qualquer traição). Devido a isso, a religião cristã hostilizou todo um povo sendo curioso que Jesus Cristo era também judeu logo. A religião cristã, como tem sido seu apanágio, é incoerente.
No entanto esta é a explicação simples dessa ostracização. O que de facto tem sucedido é o povo judeu ser um povo altamente empreendedor, fazendo com que sobressaia nos negócios, nas artes e na cultura. Resultado disso, a influência económica e cultural que desde sempre souberam criar, tornando-os alvo de invejas e cobiça, pois são disso alvo aqueles que sobressaem em qualquer actividade. E a História refere várias famílias judias cujo império era imenso e que inclusive emprestaram dinheiro a reis e imperadores.
É precisamente o caso da família de Gracia Nási,
Casada em 1528 com Francisco Mendes, Gracia Nasi e todas as famílias judias são obrigadas a tornarem-se cristãs novas (marranas) por lei de D. Manuel em 1496 como contrapartida para casar com D. Isabel de Aragão. Caso não o fizessem seriam expulsos de Portugal, o que veio a suceder em milhares de casos.
Inicia-se aí todo um percurso que irão demonstrar os imensos interesses que estão por detrás dessas conversões forçadas e que levarão Gracia e sua família a fugtr do país.
Surpreendeu-me a força de Gracia Nasi na sua luta pelos judeus. Não me surpreendeu a imensa hipocrisia da religião Católica/cristã que é a grande culpada pelo atraso de séculos da ciência e, a meu ver, pela pobreza cultural e até financeira em que o país caiu desde o séc. XV.
Um excelente livro de uma Grande Pessoa, uma época grande mas de acontecimentos muito tristes.
In Blog nlivros.blogspot.com

O CUZARÍ


O Cuzarí

Rabino Iehudá Halevi, Editora Sêfer, 440 páginas (12×17 cm, capa dura), ISBN 978-85-7931-006-5, 2003 (2010 – 2ª Edição Revista e Ampliada)

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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O Cuzarí – Edição Ampliada

Um tributo de amor ao Deus de Abrahão e a Tsión, a Terra de Israel, O Cuzarí, obra-prima da literatura clássica judaica, é fruto do coração sensível e da mente privilegiada do Rabino Iehudá Halevi, erudito da Torá que viveu na conturbada Espanha do século XI. Suas palavras, como se escritas a ferro e fogo, desafiaram o tempo e atravessaram incólumes séculos de perseguições, opressão e violência.

O Cuzarí é um livro que reúne intelecto e emoção, moral e história. Mas, acima de tudo, é um livro sobre a essência da Emuna, a Fé em seu sentido mais amplo. Ele nos ensina que não basta entender ou sentir o judaísmo. Fundamental é vivê-lo gloriosamente, em toda sua plenitude.

Nova edição, ampliada com quadros que sintetizam alguns dos tópicos mais importantes da obra.

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“O Cuzarí é um livro santo e puro. Os princípios da fé de Israel e da Torá dependem de seu estudo.”

Gaon de Vilna

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Prólogo: O Sábio-Amigo

Já se passaram novecentos anos desde que esta maravilhosa obra, o Sêfer Hacuzarí, foi escrita, e ela continua a ser um livro básico para o estudo dos fundamentos da fé judaica e da Torá de Israel.

O Chidá (Rabino Chaim David Azulay), em seu livro “O Nome dos Grandes (Sábios) de Israel”, descreve o Rabino Iehudá Halevi como “um poeta magnânimo, que proclamava a sua poesia com total fervor frente a Deus… com expressão cândida e prosa doce como o mel, fala cristalina e aconchegante”. Muitas de suas poesias foram copiadas para o livro judaico de orações. Sua maravilhosa poesia Tsión Halo Tishalí, um cântico de saudades profundas pela Terra de Israel, encerra as lamentações de Tishá be Av. Não conheço em toda a nossa literatura uma poesia tão marcante de saudades por nossa terra.

No livro “O Cuzarí”, ele protesta contra o desleixo dos judeus da Diáspora em tentar ascender à Terra de Israel, povoá-la e reerguê-la dos escombros, tanto no passado, durante o período do Segundo Templo, quanto em sua época (e mesmo agora, na nossa). A lenda popular descreve as circunstâncias de sua trágica morte logo ao chegar na sua amada pátria ancestral. Conta a tradição, que o rabino Iehudá Halevi pôs-se de pé no convés do navio que o trazia de volta a Israel, enquanto este se aproximava do porto de Jaffa, esperando com grande ansiedade o momento de descer à terra. Logo ao chegar ao solo santo, pulou do navio e deitou-se no chão, beijando e abraçando sua areia e e suas pedras. Assim fizeram também os grandes sábios de Israel que o precederam, como o Rabi Abahu e o Rabi Chia bar Gamada (Talmud, Ketubót 112). Um árabe que passava por ali, montado em seu cavalo e sem compreender a cena, pensou que o rabino estava louco. Com muita raiva, subiu sobre ele com o seu cavalo, pisoteando-o até à morte.

O Gaon de Vilna despertou e estimulou seus discípulos a estudarem “O Cuzarí”, “um livro santo e puro, cujos princípios de fé de Israel e da Torá dependem de seu estudo” (Tosséfet Maassê Rav, parágrafo 15).

Um detalhe curioso e peculiar do livro é a forma como o rabino é designado. Ele não chamado de “rabino” e nem mesmo de “sábio” ou “Gaon”, e sim por um termo cujo significado é especial em hebraico e árabe e que não pode ser plenamente traduzido para outros idiomas. Quem lês esta obra em idioma estrangeiro perde muito de seu significado, devido às nuances da linguagem do autor.

Neste livro, o judeu é chamado de Chaver, “amigo”, cujo significado em hebraico é duplo. Na linguagem falada em nossos dias, quer dizer “colega”, “companheiro”. O mesmo se dá no Pirkê Avot (1:6): “Adquire um amigo.” Não obstante, esta palavra tem um significado adicional no hebraico original: na época dos sábios da Mishná, os grandes eruditos em Torá e minuciosos no cumprimento das mitsvót eram chamados de Chaverím (Mishná, Demai 2,3). O Chaver (“amigo”) é um mestre, conselheiro e orientador (ver o Rashi em Gênesis 45:8, com referencia a José, quando o Faraó o nomeou chefe de governo). Chéver é um dos nomes de Moisés, pois ele conectava o povo de Israel com seu Pai Celestial (Talmud, Meguilá 13).

Esta duplicidade idiomática foi bem empregue no livro “O Cuzarí”. As respostas ao rei não foram dadas por um erudito ou académico, enclausurado em sua torre do saber, ou por um génio totalmente distanciado da compreensão das pessoas simples. O sábio judeu, mesmo extremamente versado nos assuntos da Torá, soube falar ao seu interlocutor de modo amistoso e caridoso. As respostas foram dadas “ao nível dos olhos”, podendo ser compreendidas por qualquer um de nós. Deste modo, é mais fácil “amigar-se” com o texto, entendê-lo e aceitá-lo. Não se trata de uma palestra ou aula, mas, sim, de um colóquio ameno e objectivo entre duas pessoas muito próximas espiritualmente uma da outra.

Na tradução do texto ao português, não há como manter o significado mais amplo da palavra Chaver, daí a opção pelo termo “Sábio”. Não obstante, a lembrança do Rabino Iehudá Halevi nos lábio de todos aqueles que estudarem e abraçarem seus ensinamentos, será sempre a do “amigo-sábio”.

Rabino Moshe I. Bergman – Soc. Beneficiente Cultural Bnei Akiva de São Paulo

UMA HISTÓRIA DO POVO JUDEU


Uma História do Povo Judeu, volume 1: De Canaã à Espanha

Hans Borger, Editora Sêfer, 480 páginas (16×23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-22-3, 1999 (3ª edição)

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Uma História do Povo Judeu, volume 2: Das Margens do Reno ao Jordão

Hans Borger, Editora Sêfer, 656 páginas (16×23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-41-X, 2002

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Creio que o público leitor interessado na temática terá, pela primeira vez, a oportunidade de manusear uma história judaica, abrangendo desde o período bíblico a do Segundo Templo até à expulsão dos judeus da Espanha e de Portugal, escrito com honestidade intelectual, isenção de espírito e conhecimento dos factos. Na verdade, desde que foram publicados em língua portuguesa os resumos da história judaica do clássico Simon Dubnov e de Cecil Roth, nas décadas de 40 e de 50, pouco se fez para actualizar o nosso conhecimento sobre o assunto. Portanto, um dos méritos, entre outros, da obra de Hans Borger é o de apresentar a matéria em questão sob a luz das novas descobertas arqueológicas e da pesquisa mais recente numa síntese amena e atraente, enriquecida de farto material ilustrativo e cartográfico.

Prof. Dr. Nachman Falbel, Titular de História Medieval, Universidade de São Paulo

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Sobre o autor:

Hans Borger nasceu em Berlim, Alemanha, e chegou como adolescente ao Brasil em 1936, com sua família, fugida do nazismo. Integrou-se rapidamente na comunidade judaica paulistana, participou de vários movimentos juvenis e, adulto, ocupou cargos de direcção na vida comunitária.

Ávido leitor e apaixonado da história judaica é, ao lado de alguns cursos que fez, essencialmente um autodidacta, e este livro é o resultado de dezenas de anos de convivência com académicos e de estudo e pesquisa próprios.

COLECÇÃO JUDAICA


Edição de Paulo Geiger, Editora Sêfer, 4.500 páginas (18×24 cm), ISBN 85-85583-61-4, 2003

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Colecção Judaica é composta por obras de diferentes autores e assuntos, e concebida de modo a cobrir toda a temática judaica em seus aspectos mais importantes, proporcionando a qualquer usuário uma visão abrangente e actualizada do povo, da história, da cultura e do pensamento judaicos.
A edição é de Paulo Geiger, que também chefiou a equipe de produção editorial e gráfica da Editora A. Koogan (RJ).
São 10 volumes, na maioria ilustrados, perfazendo cerca de 4.500 páginas, formato 18×24 cm, agora com capa mole plastificada. O esmero na apresentação gráfica é uma moldura adequada ao cuidado que se deu ao texto, na escolha e na edição. São sete títulos, reunindo o que há de mais representativo em cada tema.
No conjunto, a Colecção funciona como uma obra de referência ampla e actualizada. As bibliografias e, principalmente os muitos índices que permitem localizar facilmente qualquer assunto ou nome, ampliam e dão unidade e circularidade à obra como um todo.

POVO JUDEU, PENSAMENTO JUDAICO (2 volumes)
de Robert M. Seltzer
Apresenta a história analítica do povo judeu, dos primórdios aos nossos dias e, simultaneamente, da criação judaica no campo das ideias, da religião e da filosofia.

HISTÓRIA DE ISRAEL (2 volumes)
de Howard M. Sachar
Apresenta a vigorosa e fascinante história do sionismo e do Estado de Israel, do processo de gestação, nascimento e vida do Estado de Israel até a independência, as conquistas e as guerras do Estado.

CONHECIMENTO JUDAICO (2 volumes)
de Nathan Ausubel
Enciclopédia de temas judaicos amplamente ilustrada, onde toda a estrutura conceitual e formadora do judaísmo é apresentada na forma de verbetes, em ordem alfabética.

O TALMUD ESSENCIAL
de Adin Steinsaltz
É uma abertura, um primeiro e necessário passo para se abordar e entender, em sua essência, a estrutura e o método do Talmud, numa abordagem e num tratamento que visa a torná-las acessíveis e atraentes a todos.

UM TESOURO DO FOLCLORE JUDAICO
de Nathan Ausubel
Apresenta contos, lendas, anedotas, midrashim, provérbios, canções  e todo o acervo folclórico judaico, dividido em secções por assunto e comentado pelo autor.

CABALA
de Gershom Scholem
Um dos maiores especialistas académicos em misticismo judaico, analisa exaustivamente a Cabala em seus múltiplos e diversos aspectos: histórico, conceitual e filosófico, e prático.

CHASSIDISMO: O MOVIMENTO E SEUS MESTRES
de Harry Rabinowicz
Apresenta a história, do surgimento aos nossos dias desse movimento tão singular em suas concepções e em sua prática do judaísmo.

MASMORRAS DA INQUISIÇÃO


Memórias de António José da Silva, O Judeu (Romance Histórico)

Isolina Bresolin Vianna, Editora Sêfer, 144 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 85-85583-07-x, 1997

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Embora classificado como romance Masmorras da Inquisição – Memórias de António José da Silva, o Judeu, apoia-se sobre factos e documentos históricos, entre eles os autos do processo de António José. Nada foi inventado ou falsificado. O que ali está é a triste e dura verdade configurada naqueles depoimentos, todos verdadeiros na sua essência.

É verdade que um gesto de amor livrou-o da morte infamante pelo garrote e da tortura da fogueira inquisitorial, como é verdade que ele sempre foi muito amado, querido e admirado, mas, infelizmente, também muito invejado, uma das causas prováveis da sua injusta morte.

António José da Silva, o Judeu, foi uma das mais ilustres vítimas da Inquisição, sacrificado pela “culpa de não ter culpa”.

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A Ficção histórica não antagoniza os factos históricos, ao contrário, desperta o interesse, mobiliza as atenções e abre caminhos para novas pesquisas e descobertas.

A peça teatral “António José, ou o Poeta e a Inquisição” de Domingos José Gonçalves de Magalhães (1983) abriu o caminho para o romance histórico “O Judeu” de Camilo Castello Branco (1866), que estimulou a publicação de uma parte da documentação inquisitorial do comediógrafo brasileiro (Revista do IHGB, Tomo LIX, 1896) que, por sua vez, levou Teófilo Braga, o primeiro Presidente da República Portuguesa, ao opúsculo “O Mártir da Inquisição Portuguesa” (1910).

António Baião avançou com novas pesquisas em “Episódios Dramáticos da Inquisição Portuguesa (2º volume, 1924) que, finalmente, desembocaram no trabalho seminal de J. Lúcio Azevedo, em “Novas Epanáforas” (1932).

A listagem, evidentemente incompleta, não poderia deixar de registar a narrativa dramática de Bernardo Santareno, “O Judeu” (1968), a monumental pesquisa académica de José de Oliveira Barata, “António José da Silva, Criação e Realidade” (1983) e o filme “O Judeu” de Jom Tob Azulay (1988-1996).

Ao longo da história da cultura percebe-se, nítida, uma interpelação e interlocução entre narração e conhecimento, entre facto e ficção, entre criação e realidade que, longe de se excluírem, acrescentam-se num processo vital, de grande riqueza. Esta memórias ficcionais, “Masmorras da Inquisição“, da historiadora Isolina Bresolin Vianna, são o mais novo elo de um fertilíssimo encadeamento que está longe de ser concluído.

Alberto Dines, autor da monumental obra “Vínculos do Fogo”, Companhia das Letras, 1992.

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Sobre a Autora:

Isolina Bresolin Vianna nasceu em Piratininga (São Paulo) em 1927. Doutorou-se pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Sagrado Coração de Jesus (Bauru – SP) por delegação da USP. Sua tese “António José da Silva, o Judeu e as Obras do Diabinho da Mão Furada”, que originou o presente livro, foi apresentada no I Congresso Internacional sobre a Inquisição, promovido pela FFLCHC da USP, em Maio de 1987, e na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Portugal), em Outubro de 1991. Ocupa a cadeira 12 na Academia Bauruense de Letras.

Ensinar o HOLOCAUSTO no Século XXI



Jean-Michel Lecomte, prefácio à edição portuguesa por Esther Mucznik, Via Occidentalis Editora (Portugal), 232 páginas, ISBN 978-972-8966-15-7, 2007, nas livrarias.

Publicado no âmbito do projecto do Conselho da Europa intitulado “Aprender a ensinar a História da Europa do séc. XX”, este livro de Jean-Michel Lecomte dirige-se, em especial, aos professores, e procura adaptar a forma de ensinar a História aos desafios que a modernidade lhe coloca.

Recomendado pelo Conselho da Europa e com prefácio da prestigiada investigadora em assuntos judaicos, Esther Mucznik, esta obra de Jean-Michel Lecomte procura reflectir sobre o importante lugar do ensino do Holocausto, num quadro de ressurgimento do anti-semitismo em algumas partes da Europa, da acessibilidade de sites negacionistas na Internet e da posição isolacionista actualmente adoptada por alguns dirigentes políticos europeus, que fazem desta temática um assunto que ultrapassa largamente os limites da História enquanto disciplina escolar.

Baseado em trabalhos de autores incontestados como Raul Hilberg, Sir Martin Gilbert, Saul Friedlander e Christopher Browning, e nos testemunhos directos de Primo Levi, Hermann Langbein e de pessoas entrevistadas por Claude Lanzmann, Ensinar o Holocausto no século XXI propõe aos seus leitores privilegiados (público em geral, alunos, pais e professores) um conjunto de conhecimentos únicos, colmatando, em certos casos, a falta de informação sobre esta matéria tão sensível.

A abordagem de Lecomte procura alargar a definição do Holocausto para além do anti-semitismo, destacando factos e números relativos às vítimas frequentemente esquecidas: os romenos/ciganos, os homossexuais e as testemunhas de Jeová, e fornece também importantes informações acerca da natureza e a execução do genocídio em diferentes países.

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Comentário sobre esta obra:

“Ensinar o Holocausto no Século XXI” de Jean-Michel Lecomte, com prefácio de Esther Mucznik (Via Occidentalis, 2007) é uma obra de valor pedagógico promovida pelo Conselho da Europa que nos alerta para a importância de cuidar da memória de modo a prevenir a intolerância, a cegueira e a barbárie com que o mundo se confrontou no século XX, num tempo que muitos anunciavam de paz e de entendimento.

NÃO HÁ HISTÓRIA MAIS DIFÍCIL… – Hannah Arendt disse que “não há história mais difícil de contar em toda a história da Humanidade” do que a do “Holocausto”. E porquê? “Em primeiro lugar pelo sofrimento intenso de um povo, estilhaçando com fragor insuportável os limites do entendimento humano” – diz-nos Esther Mucznik. “Até hoje, o genocídio nazi, programado, sistemático e colectivo permanece para a civilização humana como a referência ética do mal absoluto”. Mas como foi tudo isto possível, quando ninguém esperava? E como foi possível que acontecesse a partir de um país de arte e de cultura? O certo é que tudo aconteceu de um modo sistemático e terrível. Daí que a obra agora saída corresponda à procura de uma consciência moral e cívica que possa contrapor o respeito ao ressentimento e a liberdade à servidão. Nesse sentido, o projecto do Conselho da Europa visa “suscitar o interesse dos jovens pela história recente do nosso continente e ajudá-los a estabelecer ligações entre as razões históricas e os desafios com os quais estão confrontados na Europa actual”. Está em causa a ajuda à criação de uma identificação europeia, o desenvolvimento da análise crítica, a sensibilização para a importância da diferença e do outro e o encorajamento aos professores para lançarem as bases de “um ensino europeu da história”. A dimensão europeia na Educação passa, assim, por um melhor conhecimento da realidade, de tragédia, de diálogo e de conflito, que nos antecedeu, com todas as suas implicações. O estudo da “Shoah” (expressão que significa “catástrofe” e que é utilizada para designar o genocídio perpetrado pelos nazis e seus aliados contra os judeus) e do “Holocausto” (sacrifício) deve, no fundo, permitir-nos ir além das apreciações simplistas ou do mero culto do ressentimento. É essencial entender as fontes da banalização do mal, para que, no futuro, possamos prevenir a sua ocorrência. De facto, entre o excesso de memória e a sua ausência, temos de encontrar um equilíbrio que permita não esquecer, sem fazer da lembrança um motivo de vingança.

APRENDER COM OS FACTOS – Ao longo de 50 fichas elaboradas criteriosamente, podemos obter uma informação bastante rigorosa e circunstanciada sobre o judaísmo, sobre a doutrina nazi, sobre os campos de concentração, sobre as perseguições (também dos Rom/Ciganos e dos homossexuais), sobre a decisão de extermínio, sobre as câmaras de gás e a cremação das vítimas, sobre os campos de extermínio (Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Lublin-Maidanek, Sobibor, Treblinka); sobre os “sonderkommandos” (encarregados das operações nos campos de morte – desde a preparação para as câmaras de gás até aos fornos crematórios); sobre a situação nos diversos países afectados; sobre as reacções dos judeus; sobre “os justos” (que ajudaram o povo judaico durante a Shoah); sobre as opções dos Aliados; sobre o número de mortos (cerca de 6 milhões de judeus); sobre o regresso dos sobreviventes; sobre o silêncio; sobre o revisionismo e o negacionismo; sobre a filmografia do tema e sobre os sítios na Internet. Trata-se de um conjunto de informações sobre o inominável e o injustificável. Como entender tanta cegueira e tanta desumanidade? E como interpretar os resultados da discricionariedade pura? E fica a afirmação de Primo Levi que “menciona um conjunto de ‘pequenas razões’, pequenas partículas de humanidade que se juntaram e que conduziram à sua sobrevivência – por outras palavras, uma sucessão de pequenos pedaços de sorte, de acontecimentos fortuitos”. Por outro lado, fica a realidade insofismável que hoje não pode sofrer contestação: “apesar do reduzido número de sobreviventes, foram registados muitos testemunhos, o que nos leva a considerar por que razão todos contaram o mesmo e por que razão não existem quaisquer provas do contrário”.

A DIFICULDADE DA MENSAGEM – À medida que o tempo passa, atenua-se, contudo, o impacto do drama real e prevalece a ideia mítica ora dos actos heróicos de resistência ora do carácter difuso da culpa e da responsabilidade. No entanto, mais do que os mitos, o que importa é fixar a actualidade do tema e o risco da repetição de acontecimentos tão terríveis e dramáticos. Daí que nas orientações dadas aos professores, no âmbito deste projecto educativo, haja muitas vezes dúvidas e hesitações sobre a eficácia menor ou maior da utilização de determinado exemplo ou instrumento. De facto, temos de contar com a “dificuldade da mensagem” e com o facto de ela ter tudo a ver com a construção de uma sociedade mais humana, onde os direitos, as liberdades, as garantias e a responsabilidade pessoal têm de ter um lugar cimeiro. E se nos lembrarmos do exemplo de Janusz Korczak no gueto de Varsóvia vemos que o melhor método educativo é o da prática e do exemplo: “desenvolveu um sistema de organização democrática dos orfanatos – as crianças eram tratadas como indivíduos com plenos direitos e tomavam parte na administração da comunidade”.

DEVER DE MEMÓRIA? – Tzvetan Todorov afirmou que «les enjeux de la mémoire sont trop grands pour être laissés à l’enthousiasme ou à la colère» (Les Abus de la Mémoire, Arléa, 1995, p. 14). Esta é a preocupação fundamental que temos de preservar, a fim de que não haja interpretações unilaterais e abusivas sobre a memória. O dever de memória obriga ao rigor crítico e a prestar justiça – o que também leva à necessidade de compreender as circunstâncias da história para além da vitimação e da ameaça. O entusiasmo e a cólera levam à incompreensão de que a memória se refere à humanidade, e de que, nesse sentido, tem de apelar permanentemente à capacidade de compreender e de nos pormos no lugar do outro.

In http://via-occidentalis.blogs.sapo.pt/,

Guilherme d’Oliveira Martins

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