UMA HISTÓRIA DO POVO JUDEU


Uma História do Povo Judeu, volume 1: De Canaã à Espanha

Hans Borger, Editora Sêfer, 480 páginas (16×23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-22-3, 1999 (3ª edição)

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Uma História do Povo Judeu, volume 2: Das Margens do Reno ao Jordão

Hans Borger, Editora Sêfer, 656 páginas (16×23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-41-X, 2002

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Creio que o público leitor interessado na temática terá, pela primeira vez, a oportunidade de manusear uma história judaica, abrangendo desde o período bíblico a do Segundo Templo até à expulsão dos judeus da Espanha e de Portugal, escrito com honestidade intelectual, isenção de espírito e conhecimento dos factos. Na verdade, desde que foram publicados em língua portuguesa os resumos da história judaica do clássico Simon Dubnov e de Cecil Roth, nas décadas de 40 e de 50, pouco se fez para actualizar o nosso conhecimento sobre o assunto. Portanto, um dos méritos, entre outros, da obra de Hans Borger é o de apresentar a matéria em questão sob a luz das novas descobertas arqueológicas e da pesquisa mais recente numa síntese amena e atraente, enriquecida de farto material ilustrativo e cartográfico.

Prof. Dr. Nachman Falbel, Titular de História Medieval, Universidade de São Paulo

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Sobre o autor:

Hans Borger nasceu em Berlim, Alemanha, e chegou como adolescente ao Brasil em 1936, com sua família, fugida do nazismo. Integrou-se rapidamente na comunidade judaica paulistana, participou de vários movimentos juvenis e, adulto, ocupou cargos de direcção na vida comunitária.

Ávido leitor e apaixonado da história judaica é, ao lado de alguns cursos que fez, essencialmente um autodidacta, e este livro é o resultado de dezenas de anos de convivência com académicos e de estudo e pesquisa próprios.

Ensinar o HOLOCAUSTO no Século XXI



Jean-Michel Lecomte, prefácio à edição portuguesa por Esther Mucznik, Via Occidentalis Editora (Portugal), 232 páginas, ISBN 978-972-8966-15-7, 2007, nas livrarias.

Publicado no âmbito do projecto do Conselho da Europa intitulado “Aprender a ensinar a História da Europa do séc. XX”, este livro de Jean-Michel Lecomte dirige-se, em especial, aos professores, e procura adaptar a forma de ensinar a História aos desafios que a modernidade lhe coloca.

Recomendado pelo Conselho da Europa e com prefácio da prestigiada investigadora em assuntos judaicos, Esther Mucznik, esta obra de Jean-Michel Lecomte procura reflectir sobre o importante lugar do ensino do Holocausto, num quadro de ressurgimento do anti-semitismo em algumas partes da Europa, da acessibilidade de sites negacionistas na Internet e da posição isolacionista actualmente adoptada por alguns dirigentes políticos europeus, que fazem desta temática um assunto que ultrapassa largamente os limites da História enquanto disciplina escolar.

Baseado em trabalhos de autores incontestados como Raul Hilberg, Sir Martin Gilbert, Saul Friedlander e Christopher Browning, e nos testemunhos directos de Primo Levi, Hermann Langbein e de pessoas entrevistadas por Claude Lanzmann, Ensinar o Holocausto no século XXI propõe aos seus leitores privilegiados (público em geral, alunos, pais e professores) um conjunto de conhecimentos únicos, colmatando, em certos casos, a falta de informação sobre esta matéria tão sensível.

A abordagem de Lecomte procura alargar a definição do Holocausto para além do anti-semitismo, destacando factos e números relativos às vítimas frequentemente esquecidas: os romenos/ciganos, os homossexuais e as testemunhas de Jeová, e fornece também importantes informações acerca da natureza e a execução do genocídio em diferentes países.

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Comentário sobre esta obra:

“Ensinar o Holocausto no Século XXI” de Jean-Michel Lecomte, com prefácio de Esther Mucznik (Via Occidentalis, 2007) é uma obra de valor pedagógico promovida pelo Conselho da Europa que nos alerta para a importância de cuidar da memória de modo a prevenir a intolerância, a cegueira e a barbárie com que o mundo se confrontou no século XX, num tempo que muitos anunciavam de paz e de entendimento.

NÃO HÁ HISTÓRIA MAIS DIFÍCIL… – Hannah Arendt disse que “não há história mais difícil de contar em toda a história da Humanidade” do que a do “Holocausto”. E porquê? “Em primeiro lugar pelo sofrimento intenso de um povo, estilhaçando com fragor insuportável os limites do entendimento humano” – diz-nos Esther Mucznik. “Até hoje, o genocídio nazi, programado, sistemático e colectivo permanece para a civilização humana como a referência ética do mal absoluto”. Mas como foi tudo isto possível, quando ninguém esperava? E como foi possível que acontecesse a partir de um país de arte e de cultura? O certo é que tudo aconteceu de um modo sistemático e terrível. Daí que a obra agora saída corresponda à procura de uma consciência moral e cívica que possa contrapor o respeito ao ressentimento e a liberdade à servidão. Nesse sentido, o projecto do Conselho da Europa visa “suscitar o interesse dos jovens pela história recente do nosso continente e ajudá-los a estabelecer ligações entre as razões históricas e os desafios com os quais estão confrontados na Europa actual”. Está em causa a ajuda à criação de uma identificação europeia, o desenvolvimento da análise crítica, a sensibilização para a importância da diferença e do outro e o encorajamento aos professores para lançarem as bases de “um ensino europeu da história”. A dimensão europeia na Educação passa, assim, por um melhor conhecimento da realidade, de tragédia, de diálogo e de conflito, que nos antecedeu, com todas as suas implicações. O estudo da “Shoah” (expressão que significa “catástrofe” e que é utilizada para designar o genocídio perpetrado pelos nazis e seus aliados contra os judeus) e do “Holocausto” (sacrifício) deve, no fundo, permitir-nos ir além das apreciações simplistas ou do mero culto do ressentimento. É essencial entender as fontes da banalização do mal, para que, no futuro, possamos prevenir a sua ocorrência. De facto, entre o excesso de memória e a sua ausência, temos de encontrar um equilíbrio que permita não esquecer, sem fazer da lembrança um motivo de vingança.

APRENDER COM OS FACTOS – Ao longo de 50 fichas elaboradas criteriosamente, podemos obter uma informação bastante rigorosa e circunstanciada sobre o judaísmo, sobre a doutrina nazi, sobre os campos de concentração, sobre as perseguições (também dos Rom/Ciganos e dos homossexuais), sobre a decisão de extermínio, sobre as câmaras de gás e a cremação das vítimas, sobre os campos de extermínio (Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Lublin-Maidanek, Sobibor, Treblinka); sobre os “sonderkommandos” (encarregados das operações nos campos de morte – desde a preparação para as câmaras de gás até aos fornos crematórios); sobre a situação nos diversos países afectados; sobre as reacções dos judeus; sobre “os justos” (que ajudaram o povo judaico durante a Shoah); sobre as opções dos Aliados; sobre o número de mortos (cerca de 6 milhões de judeus); sobre o regresso dos sobreviventes; sobre o silêncio; sobre o revisionismo e o negacionismo; sobre a filmografia do tema e sobre os sítios na Internet. Trata-se de um conjunto de informações sobre o inominável e o injustificável. Como entender tanta cegueira e tanta desumanidade? E como interpretar os resultados da discricionariedade pura? E fica a afirmação de Primo Levi que “menciona um conjunto de ‘pequenas razões’, pequenas partículas de humanidade que se juntaram e que conduziram à sua sobrevivência – por outras palavras, uma sucessão de pequenos pedaços de sorte, de acontecimentos fortuitos”. Por outro lado, fica a realidade insofismável que hoje não pode sofrer contestação: “apesar do reduzido número de sobreviventes, foram registados muitos testemunhos, o que nos leva a considerar por que razão todos contaram o mesmo e por que razão não existem quaisquer provas do contrário”.

A DIFICULDADE DA MENSAGEM – À medida que o tempo passa, atenua-se, contudo, o impacto do drama real e prevalece a ideia mítica ora dos actos heróicos de resistência ora do carácter difuso da culpa e da responsabilidade. No entanto, mais do que os mitos, o que importa é fixar a actualidade do tema e o risco da repetição de acontecimentos tão terríveis e dramáticos. Daí que nas orientações dadas aos professores, no âmbito deste projecto educativo, haja muitas vezes dúvidas e hesitações sobre a eficácia menor ou maior da utilização de determinado exemplo ou instrumento. De facto, temos de contar com a “dificuldade da mensagem” e com o facto de ela ter tudo a ver com a construção de uma sociedade mais humana, onde os direitos, as liberdades, as garantias e a responsabilidade pessoal têm de ter um lugar cimeiro. E se nos lembrarmos do exemplo de Janusz Korczak no gueto de Varsóvia vemos que o melhor método educativo é o da prática e do exemplo: “desenvolveu um sistema de organização democrática dos orfanatos – as crianças eram tratadas como indivíduos com plenos direitos e tomavam parte na administração da comunidade”.

DEVER DE MEMÓRIA? – Tzvetan Todorov afirmou que «les enjeux de la mémoire sont trop grands pour être laissés à l’enthousiasme ou à la colère» (Les Abus de la Mémoire, Arléa, 1995, p. 14). Esta é a preocupação fundamental que temos de preservar, a fim de que não haja interpretações unilaterais e abusivas sobre a memória. O dever de memória obriga ao rigor crítico e a prestar justiça – o que também leva à necessidade de compreender as circunstâncias da história para além da vitimação e da ameaça. O entusiasmo e a cólera levam à incompreensão de que a memória se refere à humanidade, e de que, nesse sentido, tem de apelar permanentemente à capacidade de compreender e de nos pormos no lugar do outro.

In http://via-occidentalis.blogs.sapo.pt/,

Guilherme d’Oliveira Martins

ARISTIDES DE SOUSA MENDES


Um Justo Contra a Corrente

Miriam Assor, Prefácio de José Miguel Júdice, Editora Guerra e Paz (Portugal), 176 páginas, Já nas Livrarias!

Esta é uma obra de cariz fotobiográfico e documental sobre a figura ímpar de Aristides de Sousa Mendes, a sua vida e o sublime acto de humanismo que protagonizou em 1940 salvando mais de 30 000 pessoas da perseguição nazi. Exibir imagens que ilustram a caminhada pessoal de um homem íntegro e que também comprovam a carreira de um diplomata exemplar, repor a legítima verdade com o auxílio rigoroso de documentos oficiais provenientes do Arquivo Histórico Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros são os elementos que constituíram o propósito da elaboração do livro. E contra factos não há indubitavelmente argumentos. O comportamento reprovável e iníquo que o Antigo Regime reservou à figura de Aristides de Sousa Mendes, após esta edição, ficará sem defesa.

Organizado em dezoito capítulos, demarcados desde o nascimento de Aristides de Sousa Mendes até aos dias correntes, com textos de escrita clara e sucinta que aludem cada tema escolhido e que estão devidamente acompanhados por fotos e documentação legendadas, a obra proporcionará aos leitores uma leitura agradável e devidamente fundamentada. A combinação entre as reproduções fotográficas, cópias documentais, peças jornalísticas e testemunhos de pessoas que, em tempo do terror nazi, foram salvas pelo cônsul português, estimulam um ritmo directo e emocionante onde o passado é excedido pelo presente visual. A autora procurou contar uma história. De alguém que esteve acima da força humana. Usando mais provas que palavras. Menos gramática que realidades.

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Aristides de Sousa Mendes foi um desses homens raros. Antes daquela terrível e sublime semana, nada o indiciava como estando destinado a um papel sobre-humano e a uma função heróica. Confrontado com um desafio imenso não fraquejou, como seria compreensível e até normal. Habitado por uma tranquila sensação do dever perante os outros, incapaz de evitar a generosidade e solidariedade humanas, fez o que sabemos: salvou mais judeus do que Schindler e abriu as portas de Portugal para muitos outros refugiados que se seguiram, tornando Portugal no mais improvável dos países para salvar judeus, uma placa giratória da dignidade humana.

Os tempos passaram, aqueles não são os tempos actuais e os problemas que afligem a Humanidade são agora outros. Mas não deixam de existir riscos permanentes de cataclismos históricos, pois o ser humano é capaz de himalaias de sublime, mas também de fossas do mindanau do horror. A saga de Aristides de Sousa Mendes deve por isso ser recordada. Pelo que faz pela auto-estima dos portugueses, sem dúvida. Mas sobretudo pelo que tem de exemplar e de inspirador.

In A Circunstância de um Homem, Prefácio,

José Miguel Júdice

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Aristides decide que não pode continuar a viver se não fizer o que a consciência lhe diz que deve fazer, para que aquelas pessoas que ele não conhece e que nunca mais verá não morram num qualquer campo de concentração! Com o apoio incondicional de Gigi, a mãe dos seus catorze filhos, decide desobedecer frontalmente a Salazar, porque esse é o único gesto digno que um filho de Deus pode fazer perante tal calamidade. Hitler, Salazar e outros ficam enraivecidos com tal manifestação de humanidade e bom senso: afinal, ainda há homens bons!? Como é possível?

In In Memoriam,

António de Moncada Sousa Mendes

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Sobre a autora:

Miriam Assor nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1966, no seio de uma família judaica ortodoxa. Uma visita aos campos de concentração nazis, em 1985, fá-la trocar o curso de Psicologia Aplicada e a cidade pela vida comunitária dos kibbutz e pelo voluntariado, em Israel. Regressa após dois anos e meio e licencia-se. Simultaneamente cursa Comunicação no Instituto de Aperfeiçoamento Acelerado. Prefere não exercer nenhum dos diplomas e ingressa na companhia aérea El Al, onde trabalha durante uma década. Enquanto a rotina assentava no verbo viajar, publica, em 1997, Libi, um livro de poemas. Doze meses volvidos, a escrita voa muito mais alto que os aviões. Torna-se cronista da grande escola de humanismo que foi o semanário O Independente. Desde esse passo, a escrita teima e insiste, e em 1999 edita Sentidos. Coordena, em 2001, Luz, em homenagem póstuma ao seu pai, Abraham Assor, rabino da comunidade israelita de Lisboa durante cinquenta anos, figura decisiva no despertar da sua consciência em relação ao terror do Holocausto. Em 2003 coordena a obra Gueto de Varsóvia e na sequência deste tema é comissária de duas exposições, coincidindo a última, em 2005, com a exposição documental alusiva à vida de Aristides de Sousa Mendes, Registos para a Liberdade, na Casa do Registo, em Lisboa. Crónicas de Táxis, editado em Julho de 2008 pela CSantos VP Concessionário Mercedes, é uma compilação de crónicas publicadas na revista Domingo. Actualmente é jornalista freelancer.

JUDEUS EM PORTUGAL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL


Em fuga de Hitler e do Holocausto

Irene Flunser Pimentel, Editora Esfera dos Livros, 436 páginas + 32 extra textos (16×23,5 cm, brochado c/sobrecapa), ISBN 978-989-626-013-3, 2006

A partir dos anos 30, com a subida de Hitler ao poder e durante a II Guerra Mundial, Portugal tornou-se num porto de abrigo para milhares de judeus e refugiados políticos que fugiam das perseguições nazis e do Holocausto.

Chegavam por via terrestre, através de Espanha, ou em navios fretados, muitas vezes graças à ajuda de cônsules portugueses, como Aristides de Sousa Mendes, que desobedecendo às ordens do regime e às políticas de restrição de entrada da PVDE, lhes concedeu vistos que significaram a sua salvação.

Sobre a autora:

Irene Flunser Pimentel licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1984. Concluiu o mestrado em História Contemporânea (variante século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo. As organizações femininas do Estado Novo (Obra das Mães pela Educação Nacional e Mocidade Portuguesa Feminina), 1936-1966. Encontra-se a terminar a tese de doutoramento sobre a PIDE/DGS, polícia política do Estado Novo, entre 1945 e 1974.

·         Retrato humano da passagem dos refugiados judeus por Portugal e a reacção do regime de Salazar

·         Calcula-se que tenham passado por Portugal entre os 50 mil e os 100 mil refugiados

·         Passaram por Portugal alguns «refugiados eminentes» como Saint  Exupéry, Heinrich Mann, Marc Chagall e Bela Bartok

·         A autora colabora desde 1994 na revista História, da qual foi directora até 2001

·         Documentação e fotografias inéditas dos refugiados

·         Autora dos seguintes livros: História das Organizações Femininas do Estado Novo, «Textos relativos a Portugal» in Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-45

SONDERKOMMANDO


O Depoimento único de um judeu forçado a trabalhar nas câmaras de gás

Shlomo Venezia, Editora Esfera dos Livros, 208 páginas (16×23,5 cm, brochado c/sobrecapa), ISBN 978-989-626-124-5, 2008

«[O relato] de Shlomo Venezia é particularmente perturbante, visto que é o único testemunho completo que temos de um sobrevivente dos Sonderkommandos. A partir de agora, sabemos, com precisão, como foram condenados a cumprir a horrível tarefa, a pior de todas: ajudar os deportados escolhidos para morrer a despirem-se e a entrarem nas câmaras de gás, depois levar todos os cadáveres, corpos misturados que se tinham debatido, para os fornos crematórios.» Simone Veil (Prefácio).

Oriundo da comunidade judaica italiana de Salonica, Shlomo Venezia foi deportado para Auschwitz-Birkenau aos 21 anos e incorporado no Sonderkommando. Um «comando especial» constituído por prisioneiros judeus e encarregado pela SS de esvaziar as câmaras de gás e queimar os corpos das vítimas. Uma unidade indispensável para a máquina de morte nazi. Shlomo Venezia recorda, com a coragem de quem luta contra o esquecimento, os comboios da morte, as regras dos campos de concentração, os trabalhos nas câmaras de gás, os cheiros, os corpos imundos, as caras de horror e o sofrimento por que passou. O autor, apesar de os elementos do Sonderkommando serem também eles exterminados ao fim de algum tempo de trabalho, sobreviveu ao campo da morte e deixa-nos um testemunho único e arrepiante. Um apelo à reflexão, a que o leitor não vai ficar indiferente.

Biografia:

Shlomo Venezia nasceu em Salonica, na Grécia, a 29 de Dezembro de 1923, no seio de uma família judaica, A 11 de Abril de 1944 Shlomo e a sua família chegaram ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde Shlomo integrou o Sonderkommando. O Autor dedica-se, actualmente, a dar a conhecer ao mundo p que foi o horror do holocausto.

Béatrice Prasquier é jornalista e entre 3 de Abril e 21 de maio de 2006 realizou uma série de entrevistas a Shlomo Venezia.

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    • O autor é um sobrevivente dos campos da morte.
    • O livro é um documento histórico indispensável, para conhecermos melhor um período terrível da história.
    • Relato surpreendente da vida nos campos de concentração e do trabalho nas câmaras de gás.
    • Prefácio de Simone Veil.
    • Da mesma colecção: Judeus em Portugal Durante a Segunda Guerra Mundial

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