DICIONÁRIO SEFARADI DE SOBRENOMES – DICTIONARY OF SEPHARDIC SURNAMES


Dicionário Sefaradi

Guilherme Faiguenboim, Paulo Valadares, Anna Rosa Campagnano, Editora Fraiha, 528 páginas (28,5 cm x 21,5 cm, capa dura), ISBN 85-85989-20-3, Ano 1946 (2ª edição revisada, 2004

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Dicionário Sefaradi de Sobrenomes – Dictionary of Sephardic Surnames

Inclusive Cristãos-Novos,Conversos, Marranos, Italianos, Bérberes e sua História na Espanha, Portugal e Itália.

Souza, Miranda, Pinto e até Silva. Sobrenomes como esses, tipicamente brasileiros, podem revelar em sua origem alguma ascendência judaica. É o que mostra o maior estudo já realizado sobre a trajetória dos judeus sefaradis entre os séculos XIV e XX. O resultado desse trabalho está reunido no Dicionário Sefaradi de Sobrenomes, que chega ao mercado após oito anos de extensa pesquisa.

A publicação, bilíngue (português/inglês) é inédita, tem 528 páginas e foi escrita por Guilherme Faiguenboim, Anna Rosa Campagnano e Paulo Valadares, e tem o prefácio assinado por Marcio Souza.

Além dos quase 17.000 sobrenomes e 12.000 verbetes, o livro possui uma introdução histórica, ilustrada, coma proximadamente 120 páginas em papel cuchê a quatro cores, sobre a trajetóriados judeus na Espanha e Portugal desde o ano 700 até a Inquisição, narrando o seu destino e a formação de comunidades judaicas em outros países, inclusive no Brasil.

A primeira parte histórica, que vai do ano 700 até a Inquisição, foi escrita por Reuven Faingold, doutor em História pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e a parte da dispersão, após a Inquisição, foi escrita pelo professor Paulo Valadares, historiador pela PUC-CAMP e mestrando pela USP, sob a orientação da professora Anita Novinsky.

Guilherme Faiguenboim escreveu o texto sobre a onomástica sefaradita, que explica a etimologia, transformação emorfologia dos nomes próprios. Alguns critérios foram utilizados no estudo eclassificação dos nomes, como: formas básicas e variantes, transliterações, línguas e alfabetos, critérios socioculturais, confiabilidade das fontes, estatística para comparação e checagem das fontes, classificação dos nomes, metodologia, entre outros.

Esta obra foi premiada internacionalmente e já está na 2ª-edição.

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OPINION

Mention has been made of the recent Brazilian book “Dicionário Sefaradi de Sobrenomes” (Dictionary of Sephardic surnames). Having just received my copy I thought to share some of my early impressions because of the great interest in this publication.

This superb bilingual addition to the library ofessential books for Sephardic Genealogy has 528 pages divided into several sections. The first section, dealing with a brief Sephardic history and explanations of Sephardic onomastic is printed on 150 pages of glossy paper, beautifully illustrated and reminiscent of an “art book”. The right hand page is in Portuguese and the left hand in English, which – though translated by someone for whom English is obviously not a first language – is quite enjoyable and informative.

The remainder of the book, printed in non-glossypaper, consists of the dictionary of 16,000 Sephardic surnames. For this, the authors modeled themselves on Beider’s Surnames of the Russian Empire, albeit with a few modifications necessitated by dealing with surnames written in avariety of alphabets and languages (instead of just Cyrillic), and covering aperiod of 6 centuries and 335 sources instead of the much narrower period and sources used by Beider.

The dictionary section presents the surname, some spelling variants, geographical locations, type (patronymic, descriptive,etc.), meaning of, and sources where found. The dictionary does not include the rich individual biographic data and name variants occasioned by country and language changes due to the mobility of Sephardic Jews over the centuries as found in Abraham Laredo’s landmark “Les Noms the Juifs du Maroc”. That would have required several volumes instead of one. On the other hand, Faiguenboim’s book includes a much larger number of surnames difficult to find elsewhere and is a remarkable achievement for which we owe the authors a debt of gratitude.

I would highly recommend this book as essential in any serious library of Sephardic genealogy books.

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Jeff Malka

Author of “Sephardic Genealogy: Discovering your Sephardic Ancestors and their World”, Avotaynu, 2002.(http://www.avotaynu.com/books/sephardic.htm).

Reference Book of the Year Award for 2002 from the Association of Jewish Libraries.

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WAHNON – CONTRIBUTO PARA UMA GENEALOGIA


Livrofoto

Edição bilingue (Português / Inglês); 726 páginas, p&b, 178x254mm; Abril 2011, edição do autor; © 2011 Luís Almeida Santos
Está disponível em www.wahnon.net

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WAHNON – Contributo para uma Genealogia
Uma história da família Wahnon de 1670 a 2011 e as suas ligações aos Benoliel, Cohen, Hassan, Levy, Benrimoj, Bentubo, Morbey, Benaim, Pilo, Benshid, Delmar, Brigham, Abecassis, Bentata, Seruya, Bensusan, Benzaquen, Vera-Cruz, Carvalho, Martins, Melo, Veiga, entre outros. 
De Marrocos e Gibraltar a Cabo Verde, Portugal, EUA, Venezuela, Argentina, Brasil, Espanha, França, Israel e Itália.
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Sobre o autor: A promover uma pesquisa genealógica sobre os Wahnon desde 1985 – e tendo publicado a 1ª genealogia em 2000 em CDRom – desde o início fiquei admirado com os rumos que uma antiga família judia do século XVII pôde tomar ao longo dos tempos, todos os seus ramos e as novas pátrias, as espantosas histórias encontradas, os rostos e os lugares, as vidas dos nossos antepassados!
Com a ajuda entusiástica de alguns dos seus membros e de registos oficiais,  um enorme trabalho genealógico foi possível ao longo destes tempos e grande parte da história da família pode agora ser contada às gerações presentes e a todas as futuras.
O nome é uma herança de família mas o que podemos contar acerca dele é o seu património.
Partilhemo-lo então com todos os descendentes. Luis Almeida Santos
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ENGLISH VERSION:

A Wahnon family history from 1670 to 2011 and it’s connexions to the Benoliel, Cohen, Hassan, Levy, Benrimoj, Bentubo, Morbey, Benaim, Pilo, Benshid, Delmar, Brigham, Abecassis, Bentata, Seruya, Bensusan, Benzaquen, Vera-Cruz, Carvalho, Martins, Melo, Veiga, among others. 
From Morocco and Gibraltar to Cape Verde, Portugal, USA, Venezuela, Argentina, Brazil, Spain, France, Israel and Italy.
Bilingual edition (English / Portuguese); 726 pages, b&w, 7×10 inch, april 2011, author’s edition; © 2011 Luís Almeida Santos
Available at: www.wahnon.net

About the author: Doing a genealogical research in Wahnon since 1985 – and published the first genealogy in 2000 in CDRom – soon the author was amazed with the paths that an ancient Jewish family from the XVII century could take all over the time, the all new branches and new homelands, the amazing stories found, faces and places, our ancestor’s lifes!

With the enthusiastic help from some of his members and official records, a huge genealogical work was possible for all these years and a great part of the  family history may now be told to present and all future generations.
The surname it’s a family heritage but what we can tell about it is the family patrimony.
Let’s share it with the all descendants. Luis Almeida Santos

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Apelidos Presentes – Surnames

 

A Abecassis, Abenatar, Abergel, Abitbol, Aboab, Aboim, Abreu, Abudarham, Acrish, Adamo, Aflalo, Agostinho, Aguiar, Alberio, Albuquerque, Alcobia, Alhinho, Almas, Almeida, Almosnino, Alvarez, Alves, Amar, Amaral, Amorim, Amram, Amselem, Amzalak, Anahory, Ancona, Anderson, Andrade, Anjos, Antão, Araújo, Arriaga, Asayol, Attias, Auday, Audette, Avelino, Avillez, Ayala, Azancot, Azancot, Azerad, Azevedo, Azinhais, Azra, Azuelos, Azulay.

B Baert, Balensi, Bandeira, Banon, Baptista, Baquish, Bárbara, Barbosa, Barchillon, Barreto, Barros, Baruck, Basílio, Basto, Beguin, Belcher, Belchior, Belilo, Belilty, Belisha, Bellém, Bello, Belo, Benabu, Ester, Benady, Benaim, Benamor, Benarroch, Benarroch, Benasayag, Benatar, Benavides, Benbunam, Benchimol, Bendahaan, Bendayan, Bengualy, Benguigui, Benhayon, Benhayot, Benifla, Benihamu, Beniso, Benjamin, Benlisha, Benmiyara, Benmuyal, Benoliel, Benrimoj, Benros, Bensaadon, Bensadon, Bensaude, Benselum, Benshid, Benshimol, Bensimon, Bensmon, Benson, Bensusan, Bentata, Bentolila, Bentub, Bentubo, Benyunes, Benzadon, Benzakein, Benzaquen, Benzecry, Benzimra, Berdugo, Bergel, Beriro, Berish, Bermudez, Bernardo, Berrios, Berti, Biitan, Biscaia, Bismuth, Bitton, Blackwell, Blank, Bloom, Bonina, Bonito, Botbol, Botelho, Bottey, Bradish, Braga, Bragança, Bramão, Branco, Bray, Brennan, Brigham, Brilhante, Brito, Brum, Burak, Busher, Busto, Butler, Buzaglo.

C Cabesa, Cabral, Caetano, Caldeira, Calheiros, Calvário, Camilo, Campos, Canas, Candeias, Candido, Cansino, Cantari, Capela, Cardoso, Carrascalão, Carrelo, Carrelo, Carriche, Carrilho, Carroll, Carter, Carvalhal, Carvalho, Castelo, Castro, Cavaco, Cavalleri, Cavazza, Cazes, Celestino, Chalcoski, Chandade, Chantre, Chavez, Chejfec, Chibante, Chocron, Cimo, Claus, Clawson, Cobos, Cochosel, Coe, Coelho, Cohen, Comando, Conceição, Conn, Connolly, Conquy, Consciência, Corré, Correia, Cortes, Costa, Coster, Cotrim, Cotta, Coutinho, Croucher, Cruz, Cuby, Cunha, Custódio, Cyrne.

D Dahan, Damora, Danan, Dar, Daugbjerg, David, Davis, Dawn, Defrance, Degand, Delgado, Delmar, Detmers, Dias, Dichi, Dickson, Dikson, Dimas, Diniz, Dionísio, Dixon, Domingos, Duarte, Duo, Durão, Dusoir.

E Eça, Edwards, Eisenoff, Elancry, Eleini, Eliott, Elmalej, Elnijar, Eltuaty, Encarnação, Ennes, Ermano, Escogido, Esmael, Ettedgui, Evora, Ezaoui, Ezaoui.

F Fabre, Fansler, Farache, Feijóo, Feldman, Ferdinand, Fernandes, Feron, Ferrebee, Ferreira, Ferro, Fialho, Figueiredo, Fimat, Finzi, Firmino, Fischel, Fisher, Flamengo, Fonseca, Fontes, Fortes, Fortuna, Fragoso, Framm, Francisca, Franco, Freidman, Freire, Freitas, Funny.

G Gabay, Gaivão, Gallardo, Gallo, Galvão, Gama, Gameiro, Gamero, Garbes, Garção, Garcia, Garrido, Garson, Genie, Gharbi, Ghira, Gilbert, Gloria, Gluck, Godinho, Goinhas, Goldmann, Goldsmith, Gomes, Gonçalves, Gonsalves, Gonzales, Gonzalez, Gouveia, Graça, Grácio, Granja, Green, Greenwald, Grego, Grossman, Guahnon, Guanano, Guerra, Guilherme, Guilman, Guinon, Gusmão, Guterres.

H Hadida, Hale, Hammermeister, Hanah, Hannah, Harbuck, Hasan, Hatchuel, Hausman, Heinrich, Henriques, Herring, Hilario, Hilt, Hoffer, Hoffman, Hollenbeck, Horner, Horner, Horta, Hotchkin, Hughes.

I Imbassahy, Inon, Irving, Isaac, Israel, Izquiano.

J Jasko, Jasqui, Jesus, Jimenez, Johnstone, Jones, Juliana, Junqueira.

K Kacan, Kalychurn, Karp, Katz, Kelly, Kirk, Klar, Kolinsky, Kunz, Kuska.

L Lacerda, Lackie, Ladeira, Ladomerszky, Laferrier, Lagido, Lamounier, Lapak, Laver, Leal, Leesu, Leitão, Leitch, Leite, Lejo, Lemay, Levi, Levy, Lima, Linden, Lindo, Lisboa, Lôbo, Locayo, Locke, Lopes, Loureiro, Lourenço, Lousã, Lozon, Lucas, Luciardo, Luís, Lukey, Lundegaard, Lupi, Luz.

M Macambira, Macedo, Machado, Madeira, Magalhães, Magaly: Mahoney, Maia, Maidana, Mamam, Mana, Manahan, Manoel, Marcelino, March, Marchueta, Mariano, Marín, Marques, Marrache, Martin, Martinho, Martins, Mascarenhas, Massias, Mateus, Matias, Mattana, McDowell, McIlroy, McIlveen, McKinney, Medina, Meehan, Mello, Melo, Meloni, Mendelsohn, Mendes, Mendia, Mendoça, Meneses, Menezes, Mentler, Mercês, Metello, Miller, Miranda, Mohr, Montanha, Montay, Monteiro, Mooi, Morais, Morbey, Moreira, Morey, Morgado, Morris, Mosso, Mota, Moura, Mourão, Mueller, Muguet, Munell, Múrias.

N Nahon, Nahum, Nascimento, Naypliotou, Nazareth, Nesbaum, Neto, Neumann, Neves, Nogueira, Noronha, Nunes, Nuñez.

O Olazabal, Oliel, Oliveira, Oliver, Orabuena, Orey, Ortega, Ortigão, Osório, Ottolini, Ovelheira.

P Pacheco, Pack, Padeira, Pagan, Palha, Palma, Panteleimonov, Paredes, Pariente, Passalacua, Passos, Pate, Patucca, Paulo, Peeters, Pennino, Pereira, Peterfalvi, Peterson, Phillips, Phyllis, Piccioto, Pierre, Pilo, Pimenta, Pinheiro, Pinto, Pires, Pisaneschi, Plaza, Pontes, Portela, Posadas, Potaznik, Potgieter, Power, Powles, Prates, Pratt, Presas.

Q Quaresma, Quintana, Quintela.

R Ramagge, Ramalho, Ramires, Ramirez, Ramos, Rato, Rebello, Redwine, Rego, Reis, Resnik, RestivoRevoredoRhodes, Ribeiro, Ricardo, Roberts, Rocha, Rocheteau, Rodrigues, Rofe, Rölleke, Romansky, Romão, Roque, Rosa, Rosado, Rosell, Rosseli, Ruah, Ruas, Ruiz, Rumpeler, Russel, Rutgers.

S Sá, Saavedra, Sabah, Saint Aubyn, Sala, Salazar, Saldanha, Sampaio, Sananes, Sanches, Sandals, Santiago, Santo, Santos, Saramago, Sarmento, Schafferson, Schoener, Schultz, Scime, Scoggins, Seabra, Sebastião, Secca, Seidenfaden, Sena, Onélia, Senior, Sequerra, Serfaty, Serradas, Serruya, Shaw, Sherman, Shukrun, Silva, Silveira, Sistelo, Skolnik, Smith, Soares, Sobel, Soeiro, Sol, Sotomaior, Sousa, Souto, Spindel, Stanley, Stauffer, Strum, Suissa, Sullivan, Sultan, Supino.

T Taurel, Tavares, Tedesqui, Teixeira, Teles, Teret, Thomas, Thompson, Timperley, Tissie, Tojal, Toledano, Tomás, Touhami, Trindade, Trovão, Truzman, Tsivin, Tucker, Tudela, Tudesqui, Turner, Turpin.

U Urban, Uzcategui.

V Vale, Valido, Valido, Valle, Valterio, Van Den Broek, Vanole, Varandas, Varela, Vasconcellos, Vasconcelos, Vaz, Veiga, Ventura, Vera-Cruz, Viana, Vicente, Vieira, Vilhena, Vinhas, Vinisti, Viterbo, Vitorino, Voorst, Voss,

W Wahnon, Waldrop, Wanano, Wang, Warburton, Wasson, Weber, Webster, Weisfogel, Weisman, Wellens, White, Whitley, Widmer, Winer, Winn, Wintermute, Wojtkunski, Wood, Worley, Wyatt.

X Xara-Brasil. Y Yahudah, Ybarra, Yenon, Yenon, Yoshii, Young.

Z Zagury, Zappalá, Zara, Zeital, Zlotowski.


GRÁCIA NASI


9789896262440

Esther Mucznik, Esfera dos Livros, 208 páginas + 16 extratextos(16×23,5 cm, cartonado), ISBN 9789896262440, Set. 2010

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Grácia Nasi – A Judia Portuguesa do Século XVI que desafiou o seu próprio destino.

A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha.

Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade desejada. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos.

Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.

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A História dos judeus é uma história de violência e sofrimento causada pela suposta traição de Judas a Jesus Cristo (curioso ver agora que a História começa a perceber que não houve qualquer traição). Devido a isso, a religião cristã hostilizou todo um povo sendo curioso que Jesus Cristo era também judeu logo. A religião cristã, como tem sido seu apanágio, é incoerente.
No entanto esta é a explicação simples dessa ostracização. O que de facto tem sucedido é o povo judeu ser um povo altamente empreendedor, fazendo com que sobressaia nos negócios, nas artes e na cultura. Resultado disso, a influência económica e cultural que desde sempre souberam criar, tornando-os alvo de invejas e cobiça, pois são disso alvo aqueles que sobressaem em qualquer actividade. E a História refere várias famílias judias cujo império era imenso e que inclusive emprestaram dinheiro a reis e imperadores.
É precisamente o caso da família de Gracia Nási,
Casada em 1528 com Francisco Mendes, Gracia Nasi e todas as famílias judias são obrigadas a tornarem-se cristãs novas (marranas) por lei de D. Manuel em 1496 como contrapartida para casar com D. Isabel de Aragão. Caso não o fizessem seriam expulsos de Portugal, o que veio a suceder em milhares de casos.
Inicia-se aí todo um percurso que irão demonstrar os imensos interesses que estão por detrás dessas conversões forçadas e que levarão Gracia e sua família a fugtr do país.
Surpreendeu-me a força de Gracia Nasi na sua luta pelos judeus. Não me surpreendeu a imensa hipocrisia da religião Católica/cristã que é a grande culpada pelo atraso de séculos da ciência e, a meu ver, pela pobreza cultural e até financeira em que o país caiu desde o séc. XV.
Um excelente livro de uma Grande Pessoa, uma época grande mas de acontecimentos muito tristes.
In Blog nlivros.blogspot.com

UMA HISTÓRIA DO POVO JUDEU


Uma História do Povo Judeu, volume 1: De Canaã à Espanha

Hans Borger, Editora Sêfer, 480 páginas (16×23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-22-3, 1999 (3ª edição)

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Uma História do Povo Judeu, volume 2: Das Margens do Reno ao Jordão

Hans Borger, Editora Sêfer, 656 páginas (16×23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-41-X, 2002

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Creio que o público leitor interessado na temática terá, pela primeira vez, a oportunidade de manusear uma história judaica, abrangendo desde o período bíblico a do Segundo Templo até à expulsão dos judeus da Espanha e de Portugal, escrito com honestidade intelectual, isenção de espírito e conhecimento dos factos. Na verdade, desde que foram publicados em língua portuguesa os resumos da história judaica do clássico Simon Dubnov e de Cecil Roth, nas décadas de 40 e de 50, pouco se fez para actualizar o nosso conhecimento sobre o assunto. Portanto, um dos méritos, entre outros, da obra de Hans Borger é o de apresentar a matéria em questão sob a luz das novas descobertas arqueológicas e da pesquisa mais recente numa síntese amena e atraente, enriquecida de farto material ilustrativo e cartográfico.

Prof. Dr. Nachman Falbel, Titular de História Medieval, Universidade de São Paulo

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Sobre o autor:

Hans Borger nasceu em Berlim, Alemanha, e chegou como adolescente ao Brasil em 1936, com sua família, fugida do nazismo. Integrou-se rapidamente na comunidade judaica paulistana, participou de vários movimentos juvenis e, adulto, ocupou cargos de direcção na vida comunitária.

Ávido leitor e apaixonado da história judaica é, ao lado de alguns cursos que fez, essencialmente um autodidacta, e este livro é o resultado de dezenas de anos de convivência com académicos e de estudo e pesquisa próprios.

MASMORRAS DA INQUISIÇÃO


Memórias de António José da Silva, O Judeu (Romance Histórico)

Isolina Bresolin Vianna, Editora Sêfer, 144 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 85-85583-07-x, 1997

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Embora classificado como romance Masmorras da Inquisição – Memórias de António José da Silva, o Judeu, apoia-se sobre factos e documentos históricos, entre eles os autos do processo de António José. Nada foi inventado ou falsificado. O que ali está é a triste e dura verdade configurada naqueles depoimentos, todos verdadeiros na sua essência.

É verdade que um gesto de amor livrou-o da morte infamante pelo garrote e da tortura da fogueira inquisitorial, como é verdade que ele sempre foi muito amado, querido e admirado, mas, infelizmente, também muito invejado, uma das causas prováveis da sua injusta morte.

António José da Silva, o Judeu, foi uma das mais ilustres vítimas da Inquisição, sacrificado pela “culpa de não ter culpa”.

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A Ficção histórica não antagoniza os factos históricos, ao contrário, desperta o interesse, mobiliza as atenções e abre caminhos para novas pesquisas e descobertas.

A peça teatral “António José, ou o Poeta e a Inquisição” de Domingos José Gonçalves de Magalhães (1983) abriu o caminho para o romance histórico “O Judeu” de Camilo Castello Branco (1866), que estimulou a publicação de uma parte da documentação inquisitorial do comediógrafo brasileiro (Revista do IHGB, Tomo LIX, 1896) que, por sua vez, levou Teófilo Braga, o primeiro Presidente da República Portuguesa, ao opúsculo “O Mártir da Inquisição Portuguesa” (1910).

António Baião avançou com novas pesquisas em “Episódios Dramáticos da Inquisição Portuguesa (2º volume, 1924) que, finalmente, desembocaram no trabalho seminal de J. Lúcio Azevedo, em “Novas Epanáforas” (1932).

A listagem, evidentemente incompleta, não poderia deixar de registar a narrativa dramática de Bernardo Santareno, “O Judeu” (1968), a monumental pesquisa académica de José de Oliveira Barata, “António José da Silva, Criação e Realidade” (1983) e o filme “O Judeu” de Jom Tob Azulay (1988-1996).

Ao longo da história da cultura percebe-se, nítida, uma interpelação e interlocução entre narração e conhecimento, entre facto e ficção, entre criação e realidade que, longe de se excluírem, acrescentam-se num processo vital, de grande riqueza. Esta memórias ficcionais, “Masmorras da Inquisição“, da historiadora Isolina Bresolin Vianna, são o mais novo elo de um fertilíssimo encadeamento que está longe de ser concluído.

Alberto Dines, autor da monumental obra “Vínculos do Fogo”, Companhia das Letras, 1992.

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Sobre a Autora:

Isolina Bresolin Vianna nasceu em Piratininga (São Paulo) em 1927. Doutorou-se pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Sagrado Coração de Jesus (Bauru – SP) por delegação da USP. Sua tese “António José da Silva, o Judeu e as Obras do Diabinho da Mão Furada”, que originou o presente livro, foi apresentada no I Congresso Internacional sobre a Inquisição, promovido pela FFLCHC da USP, em Maio de 1987, e na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Portugal), em Outubro de 1991. Ocupa a cadeira 12 na Academia Bauruense de Letras.

HISTÓRIA DOS JUDEUS PORTUGUESES


Carsten L. Wilke, Edições 70 (Portugal), Colecção Lugar da História, 247 páginas, ISBN 9789724415789, 2009, já nas Livrarias!

Portugal tem um olhar único sobre a história judaica. No imaginário nacional, o judaísmo pertence não apenas à sua tradição cultural, mas também à sua genealogia. Na época medieval, os monarcas portugueses garantiram aos judeus mais protecção e segurança do que qualquer outro país europeu.

A entrada de Portugal na era moderna fez-se, porém, no decurso de um processo de «cristianização» violenta de toda a sua vasta comunidade judaica, e os descendentes desta, quando não puderam, ou quiseram, sobreviver como judeus no exílio, misturaram-se em grande número ao resto da população. Os que se exilaram e vieram a fundar, ou desenvolver, dezenas das mais dinâmicas comunidades judaicas do mundo moderno, nem por isso deixaram de reivindicar além-fronteiras a identidade contraditória de «judeus do desterro de Portugal».

Há mais de um século que esta história complexa e absolutamente singular apaixona estudiosos dos mais variados ramos do saber, dentro e fora de Portugal. E se hoje os aspectos parcelares de dois milénios de civilização judeo-portuguesa estão amplamente estudados, são também dos mais mal resumidos, o que explica que sejam tão mal conhecidos fora dos círculos especializados. A presente síntese vem colmatar essa lacuna.

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Sobre o autor:

Carsten L. Wilke é doutor em Estudos Judaicos pela Universidade de Colónia e estudou na Escola Prática de Altos Estudos de Paris. Foi professor nas universidades de Heidelberg, Düsseldorf e Bruxelas, e é actualmente investigador no Instituto Steinheim de História Judaica Alemã, em Duisburg. Autor de numerosos livros e artigos, Carsten Wilke tem-se dedicado ao estudo das transformações vividas pelo judaísmo europeu, desde o criptojudaísmo do Renascimento ibérico até o modernismo rabínico do século XIX.

DICIONÁRIO DO JUDAÍSMO PORTUGUÊS



Coordenação de: Lúcia Mucznik, José Alberto Tavim, Esther Mucznik e Elvira de Azevedo Mea, Editoral Presença (Portugal), 584 páginas, já nas Livrarias!

O Dicionário do Judaísmo Português tem o objectivo de reunir e divulgar de forma sintética o conhecimento actual sobre a presença judaica em Portugal e dos judeus de origem portuguesa no mundo. O universo da obra tem como marcas temporais o estabelecimento de judeus no território que é hoje Portugal, desde o século V até ao presente, passando pela diáspora que os levou aos quatro cantos do mundo. Os artigos são da responsabilidade de mais de sessenta especialistas. Inédita em Portugal, é uma obra ao mesmo tempo rigorosa, abrangente e de fácil consulta, simultaneamente um instrumento de referência para os investigadores e de divulgação para o público em geral.

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Factos e histórias sobre a presença judaica em Portugal reunidos num dicionário completo.

Qual a origem do termo «sefardita»? E o que significa? O que é o marranismo e quando surgiu? O adjectivo «marrano» tem uma conotação depreciativa? Quem eram os abafadores a que Miguel Torga se refere em Novos Contos da Montanha? Que língua é o ladino? Sabia que a palavra «alheira» apareceu pela primeira vez dicionarizada, com o sentido que hoje lhe conhecemos, apenas em 1949 apesar de a sua «invenção» já ter séculos? Sabe que o termo mais correcto para designar esse enchido de carne de aves e de pão é «tabafeia»? E que Angola teve vários projectos de colonização judaica, o primeiro dos quais em 1886, e o último em 1938, que propunha salvar milhares de famílias judias a troco de 230 milhões de dólares e que Salazar o recusou a fim de evitar futuras «dificuldades diplomáticas com o Führer»? As respostas a essas e a outras centenas de questões podem agora ser encontradas numa só obra.

O Dicionário do Judaísmo Português – trabalho iniciado há cerca de oito anos, segundo os seus coordenadores, e que contou com a colaboração de cerca de 60 especialistas, nacionais e estrangeiros, nas mais diversas áreas do conhecimento – sistematiza a presença judaica em Portugal e a presença e actividade dos judeus de origem portuguesa (à semelhança dos espanhóis, também estes são chamados sefarditas) no mundo. O universo abrangido pelo dicionário vai desde o momento em que há notícia do seu estabelecimento no território geográfico que é hoje Portugal, no século V, até aos dias de hoje, não esquecendo a diáspora dispersa pelo mundo. Há muitas dezenas, talvez centenas, de entradas de carácter histórico (factos e personalidades), e ainda outras tantas sobre rituais, instituições comunitárias judaicas, festas religiosas e um curioso glossário de termos hebraicos.

Basta é a bibliografia (académica mas não só) existente sobre os judeus portugueses, mas este dicionário tem a virtude de a sintetizar e em alguns casos a actualizar, proporcionando, não apenas aos investigadores mas também ao público em geral, uma obra de referência até agora inexistente por cá. Para os leitores que se interessarem por assuntos mais específicos, ou que os queiram aprofundar, é apresentada no final de cada entrada a bibliografia essencial. Um trabalho cuja publicação é de saudar.

In Revista Ler,

Jornalista: José Riço Direitinho

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