GRÁCIA NASI


9789896262440

Esther Mucznik, Esfera dos Livros, 208 páginas + 16 extratextos(16×23,5 cm, cartonado), ISBN 9789896262440, Set. 2010

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Grácia Nasi – A Judia Portuguesa do Século XVI que desafiou o seu próprio destino.

A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha.

Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade desejada. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos.

Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.

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A História dos judeus é uma história de violência e sofrimento causada pela suposta traição de Judas a Jesus Cristo (curioso ver agora que a História começa a perceber que não houve qualquer traição). Devido a isso, a religião cristã hostilizou todo um povo sendo curioso que Jesus Cristo era também judeu logo. A religião cristã, como tem sido seu apanágio, é incoerente.
No entanto esta é a explicação simples dessa ostracização. O que de facto tem sucedido é o povo judeu ser um povo altamente empreendedor, fazendo com que sobressaia nos negócios, nas artes e na cultura. Resultado disso, a influência económica e cultural que desde sempre souberam criar, tornando-os alvo de invejas e cobiça, pois são disso alvo aqueles que sobressaem em qualquer actividade. E a História refere várias famílias judias cujo império era imenso e que inclusive emprestaram dinheiro a reis e imperadores.
É precisamente o caso da família de Gracia Nási,
Casada em 1528 com Francisco Mendes, Gracia Nasi e todas as famílias judias são obrigadas a tornarem-se cristãs novas (marranas) por lei de D. Manuel em 1496 como contrapartida para casar com D. Isabel de Aragão. Caso não o fizessem seriam expulsos de Portugal, o que veio a suceder em milhares de casos.
Inicia-se aí todo um percurso que irão demonstrar os imensos interesses que estão por detrás dessas conversões forçadas e que levarão Gracia e sua família a fugtr do país.
Surpreendeu-me a força de Gracia Nasi na sua luta pelos judeus. Não me surpreendeu a imensa hipocrisia da religião Católica/cristã que é a grande culpada pelo atraso de séculos da ciência e, a meu ver, pela pobreza cultural e até financeira em que o país caiu desde o séc. XV.
Um excelente livro de uma Grande Pessoa, uma época grande mas de acontecimentos muito tristes.
In Blog nlivros.blogspot.com

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JUDEUS EM PORTUGAL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL


Em fuga de Hitler e do Holocausto

Irene Flunser Pimentel, Editora Esfera dos Livros, 436 páginas + 32 extra textos (16×23,5 cm, brochado c/sobrecapa), ISBN 978-989-626-013-3, 2006

A partir dos anos 30, com a subida de Hitler ao poder e durante a II Guerra Mundial, Portugal tornou-se num porto de abrigo para milhares de judeus e refugiados políticos que fugiam das perseguições nazis e do Holocausto.

Chegavam por via terrestre, através de Espanha, ou em navios fretados, muitas vezes graças à ajuda de cônsules portugueses, como Aristides de Sousa Mendes, que desobedecendo às ordens do regime e às políticas de restrição de entrada da PVDE, lhes concedeu vistos que significaram a sua salvação.

Sobre a autora:

Irene Flunser Pimentel licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1984. Concluiu o mestrado em História Contemporânea (variante século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo. As organizações femininas do Estado Novo (Obra das Mães pela Educação Nacional e Mocidade Portuguesa Feminina), 1936-1966. Encontra-se a terminar a tese de doutoramento sobre a PIDE/DGS, polícia política do Estado Novo, entre 1945 e 1974.

·         Retrato humano da passagem dos refugiados judeus por Portugal e a reacção do regime de Salazar

·         Calcula-se que tenham passado por Portugal entre os 50 mil e os 100 mil refugiados

·         Passaram por Portugal alguns «refugiados eminentes» como Saint  Exupéry, Heinrich Mann, Marc Chagall e Bela Bartok

·         A autora colabora desde 1994 na revista História, da qual foi directora até 2001

·         Documentação e fotografias inéditas dos refugiados

·         Autora dos seguintes livros: História das Organizações Femininas do Estado Novo, «Textos relativos a Portugal» in Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-45

SONDERKOMMANDO


O Depoimento único de um judeu forçado a trabalhar nas câmaras de gás

Shlomo Venezia, Editora Esfera dos Livros, 208 páginas (16×23,5 cm, brochado c/sobrecapa), ISBN 978-989-626-124-5, 2008

«[O relato] de Shlomo Venezia é particularmente perturbante, visto que é o único testemunho completo que temos de um sobrevivente dos Sonderkommandos. A partir de agora, sabemos, com precisão, como foram condenados a cumprir a horrível tarefa, a pior de todas: ajudar os deportados escolhidos para morrer a despirem-se e a entrarem nas câmaras de gás, depois levar todos os cadáveres, corpos misturados que se tinham debatido, para os fornos crematórios.» Simone Veil (Prefácio).

Oriundo da comunidade judaica italiana de Salonica, Shlomo Venezia foi deportado para Auschwitz-Birkenau aos 21 anos e incorporado no Sonderkommando. Um «comando especial» constituído por prisioneiros judeus e encarregado pela SS de esvaziar as câmaras de gás e queimar os corpos das vítimas. Uma unidade indispensável para a máquina de morte nazi. Shlomo Venezia recorda, com a coragem de quem luta contra o esquecimento, os comboios da morte, as regras dos campos de concentração, os trabalhos nas câmaras de gás, os cheiros, os corpos imundos, as caras de horror e o sofrimento por que passou. O autor, apesar de os elementos do Sonderkommando serem também eles exterminados ao fim de algum tempo de trabalho, sobreviveu ao campo da morte e deixa-nos um testemunho único e arrepiante. Um apelo à reflexão, a que o leitor não vai ficar indiferente.

Biografia:

Shlomo Venezia nasceu em Salonica, na Grécia, a 29 de Dezembro de 1923, no seio de uma família judaica, A 11 de Abril de 1944 Shlomo e a sua família chegaram ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde Shlomo integrou o Sonderkommando. O Autor dedica-se, actualmente, a dar a conhecer ao mundo p que foi o horror do holocausto.

Béatrice Prasquier é jornalista e entre 3 de Abril e 21 de maio de 2006 realizou uma série de entrevistas a Shlomo Venezia.

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    • O autor é um sobrevivente dos campos da morte.
    • O livro é um documento histórico indispensável, para conhecermos melhor um período terrível da história.
    • Relato surpreendente da vida nos campos de concentração e do trabalho nas câmaras de gás.
    • Prefácio de Simone Veil.
    • Da mesma colecção: Judeus em Portugal Durante a Segunda Guerra Mundial

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