ASSIM NASCEU ISRAEL


Assim Nasceu Israel

Jorge García Granados, Editora Sêfer, 328 páginas (16×23 cm, flexível), ISBN 978-85-85583-91-0, 2008

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Assim Nasceu Israel – Nos Bastidores da ONU: a votação que levou à criação do Estado Judeu

Este livro é o primeiro relatório detalhado, feito por uma testemunha que viveu o que a Comissão Especial das Nações Unidas para Palestina (UNSCOP) encontrou na Terra Santa, como se decidiu em favor da partilha e como nasceu Israel.

Além disso, é esta também primeira revelação franca do que ocorreu por trás dos augustos portais das Nações Unidas em todo o processo. Conta como funciona a Assembleia Geral; como, por meio de acordos, se elegiam as comissões especiais; como algumas personalidades dirigem e modelam a política de uma nação; como as grandes potências pressionaram e contra pressionaram os seus satélites antes da proclamação da independência de Israel, em 15 de maio de 1948.

O autor, Jorge García Granados, como chefe da delegação guatemalteca perante as Nações Unidas, foi designado para a Comissão Especial desse organismo para a Palestina, designação que acolheu com simpatia e calor. Permaneceu vários meses na Palestina com a Comissão, entrevistando os ingleses e reunindo-se em segredo com representantes do movimento subterrâneo judeu, com membros da Haganá e com as diversas facções árabes. Conversou com prisioneiros políticos, com motoristas, com operários, com colonos, assim como com funcionários de todo tipo. Foi à Palestina com total imparcialidade e isenção e saiu dali plenamente convencido da justiça da partilha. Em cumprimento de suas tarefas, visitou os campos de refugiados deslocados da Europa. Depois, retornou a Lake Success, então sede da ONU, para lutar por decisões transcendentais.

Com profunda humanidade e sensibilidade, e com o enfoque de um latino-americano que, segundo suas próprias palavras, “é de um país de dores”, García Granados narra neste livro apaixonante o que viu e o que ouviu. Não foi só o jogo duplo, a opressão e a intriga: também o idealismo, a determinação e as proezas presenciadas que foram a causa desta primeira história informal da gênese de Israel.

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Prefácio à Edição Brasileira:

Este livro é desconhecido da grande maioria do público de língua portuguesa, e seu autor, Jorge García Granados, um jornalista, advogado e diplomata guatemalteco, é pouco mencionado até mesmo nas comunidades judaicas e em Israel, que têm com ele uma dívida de gratidão por sua luta em prol da partilha da Palestina. Ele ajudou a abrir caminho para o nascimento de Israel.

Granados sofreu desde jovem a ditadura e o despotismo em seu país. Por defender a liberdade, foi preso e desterrado. No entanto, isso só fez aumentar seu apego às causas em que acreditava e moldou nele um espírito corajoso que jamais se dobrava aos poderosos. Era uma personalidade ímpar, sempre dedicado à justiça. Quis o destino que fosse o representante da Guatemala na Organização das Nações Unidas (ONU) quando os ingleses resolveram levar o problema da Palestina àquela instituição mundial.

Indicado para integrar a UNSCOP, a Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina, foi para o Oriente Médio com a imparcialidades que o caracterizou por toda a vida. Depois de meses conversando com pessoas de todo o tipo, visitando kibutzim e constatando os “milagres” que os judeus faziam ao transformarem desertos em áreas cultiváveis, em meio a condições extremas do clima, sofrendo o desdém dos britânicos que detinham o Mandato e sangrentos ataques das incitadas turbas árabes, Granados deixou a Palestina convencido da necessidade e da justiça da partilha, tornando-se, então, um dos seus grandes e mais forte arautos na ONU. Ele ainda foi à Europa e percorreu, entre sensibilizado e indignado, os campos onde viviam em estado de completa miséria judeus refugiados e deslocados, que não podiam imigrar para a Palestina nem voltar aos seus países de origem.

Trata-se de uma obra importantíssima, não só para nós judeus como para os não-judeus que se interessam pela questão do Médio Oriente. O relato de Granados, é um documento valioso para a compreensão do tema e um testemunho notável para a história, especialmente deste caso tão manipulado por aqueles que nunca se conformaram com a Independência de Israel. Suas páginas nos apresentam argumentos e fatos históricos paticamente inéditos e tão fortes, ainda desconhecidos do grande público, que acrescentam novas e irrefutáveis provas do direito judaico à Palestina.

É lamentável que, por mais de 60 anos, este livros, que só existia em inglês, espanhol e hebraico, tenha ficado inacessível ao leitor de língua portuguesa. Agora, este poderá conhecer mais a fundo as inúmeras facetas tratadas nesta obra, como, por exemplo, a fragilidade das reclamações árabes: Granados capta um dos motivos pelos quais eles nunca aceitaram o Estado Judeu – “Israel fere a dignidade nacional dos árabes” – ou, ainda, detalhes interessantes sobre a Declaração de Balfour e em que circunstâncias  ela foi elaborada e entregue; e todo o histórico da Liga das Nações ao conceder o mandato que a Inglaterra se encarregasse de criar o Lar Nacional Judaico e como ela se desviou disso por interesses políticos próprios.

O autor descreve também sua indignação com o brutal regime policial dos britânicos, a opressão, as injustiças e os tribunais ditatoriais que os ingleses impuseram aos judeus. Em determinado ponto de seu relato, chega a dizer que a atitude dos ingleses – sempre considerados paladinos do humanitarismo e da não-violência – era muito pior que a dos despóticos ditadores latino-americanos da época.

Há também um comovente testemunho sobre o célebre episódio do navio Exodus, relatado pelo diplomata que o ouviu de um não-judeu norte-americano, um reverendo que foi tripulante voluntário no transporte de imigrantes ilegais para a Palestina. O que se passou nos bastidores das comissões, subcomissões e Assembleia Geral da ONU é outro tema abordado com detalhes, que mostram como eram feitos os acordos entre os países para decidir questões na ONU, as pressões e as manipulações dos votos, especialmente as tentativas dos países árabes em impedir, a todo custo, que a partilha prosperasse e fosse aprovada pela maioria dos países do mundo.

Não menos importante é a corajosa revelação – surpresa para muita gente – de que os Estados Unidos nem sempre foram favoráveis à criação de Israel, chegando a ameaçar com sanções a então iminente jovem nação. O Estados Unidos foram o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Israel, mas fizeram de tudo para impedir que ele nascesse no dia 15 de Maio de 1948 e, além disso, tentaram, seguindo o caminho do apaziguamento, propor a revogação da partilha e criar um fideicomisso após a retirada das tropas britânicas – tudo para agradar os árabes e não ferir seus interesses petroleiros no Médio Oriente.

Este livro, agora em português, é uma homenagem à memória de um dos maiores democratas da América Latina: o seu autor, Jorge García Granados.

Os tradutores: Sara Schulman e Szyja Ber Lorber

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O ESTADO DE ISRAEL À LUZ DA LEI JUDAICA


Perguntas e Respostas

Rabino Iaacov Moshe Bergman, Editora Sêfer, 240 páginas (16×23 cm, brochura), ISBN 85-85583-66-5, 2004

Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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·O Estado de Israel pode ser a realização da visão messiânica dos profetas?

·Qual a relevância em saber se estamos ou não no início do processo da redenção?

·Por que muitos rabinos se opõem ao sionismo?

·Podemos responsabilizar o sionismo por milhares de pessoas que abandonaram a religião?

·Não seria melhor preocuparmo-nos com o cumprimento dos preceitos religiosos e deixar o resto nas mãos de Deus?

·Por que os sionistas religiosos aparentam ser menos rigorosos no cumprimento dos mandamentos?

·Desde quando é permitido enfeitar uma sinagoga com um símbolo laico, como uma bandeira?

São famosas as palavras de Nachmânides, para quem a Halachá (Lei Judaica) não deve, necessariamente, apresentar conclusões decisivas e respostas resolutas. Ou seja, ela também abre espaço para a indagação e interpretações diferentes das fontes. Não é minha intenção afirmar que o sionismo religioso é a única possibilidade na Halachá. Longe de mim entrar num redemoinho de discussões, para convencer as pessoas a mudarem o caminho que aprenderam com os seus rabinos. Nosso próprio público, o nacional religioso, tem as suas questões.

Muitas perguntas me foram enviadas justamente por amigos e vizinhos, ansiosos por encontrar uma resposta que os satisfizesse. Posso até me permitir fazer uma afirmação de que esta ou aquela seja a resposta mais adequada (a meu ver), mas creio não haver uma resposta absoluta. Quem estudar este livro com o intuito de esclarecer este tema e de encontrar a verdade (e não motivado pelo gosto da controvérsia), descobrirá a Divina verdade que aqui se oculta.

Algumas Pessoas pensam que a ideologia religiosa sionista é conciliatória, e que não tem compromisso suficiente com a Torá Oral. Este é mais um dos objectivos deste livro: mostrar que a Torá Divina é a essência e o conteúdo de nossas vidas. Nosso compromisso com a Halachá é absoluto e o modo como servimos a Deus provém única e exclusivamente dela.

Rabino I. Moshe Bergman

Sobre o autor:

Iaacov Moshe Bergman nasceu em 1969, em Jerusalém. É bisneto do renomado líder e Rabino Iaacov Moshe Charlap ZT”L. a quem seu nome homenageia. Após 14 anos de estudos na Yeshivat Mercaz Harav, recebeu sua “semichá” (título de Rabino) do Rabinato-Chefe de Israel e também dos ex-rabinos-chefes Avraham Shapira e Mordechai Eliyáhu. Além disso, é “mohél” diplomado pelo Rabino-chefe e detém o título académico equivalente ao mestrado em Talmud. Tanach e Torá Oral. É oficial do Exército de Defesa de Israel, tendo servido como soldado de combate. Foi professor em várias escolas em Israel e lecciona no Curso para Formação de Rabinos do Instituto Amiel.

Entre 2000-2002 serviu como Rabino da Comunidade Bnei Akiva de São Paulo, onde impressionou a todos por sua dedicação e por seus vastos conhecimentos em todas as áreas do judaísmo, e reforçou os laços da comunidade com o Estado de Israel através do esclarecimento da essência do sionismo nacional-religioso.

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