SABORES PARA SEMPRE – Culinária Sefaradi


Sabores para Sempre

Congregação Monte Sinai, Editora Sêfer, 90 páginas (21,5 x 21,5 cm, Capa Dura), ISBN 85-85583-33-9, 2001

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt.

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Sabores para Sempre – Culinária Sefaradi

Lindo e prático livro de culinária, que tem como objectivo documentar e deixar como legado receitas que durante décadas vêm fazendo parte das mesas das famílias da Congregação Monte Sinai, que completou 30 anos de existência, mostrando a importância da comida na tradição da cultura sefaradi. Uma ênfase toda especial foi dedicada aos saborosos temperos da rica culinária judaica do médio-oriente.

COZINHA JUDAICA – 5000 ANOS DE HISTÓRIAS E GASTRONOMIA


Cozinha Judaica  MA

Marcia Algranti, Editora Record, 344 páginas (20,5×20,5 cm, Brochura), ISBN 978-85-01-06361-8, 2009 (4ª edição)

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Cozinha Judaica (MA) – 5000 anos de histórias e gastronomia

A variada culinária judaica adaptou aos seus costumes religiosos os ingredientes de várias culturas e dos países por onde os judeus vaguearam durante os anos de exílio.
 
É por esta razão que a autora afirma que, quando se quer saber do que é feita a cozinha judaica, é melhor antes perguntar do que é feito um judeu.
 
Marcia é autora do pequeno Dicionário da Gula e com muita classe junta história e culinária e, por meio de receitas, conta a saga do povo judeu.
 
Segundo Marcia, mesmo mantendo as severas leis dietéticas impostas pela religião e os costumes relativos a cada uma das festividades judaicas, cada grupo de judeus, dependendo de onde estava, desenvolveu seus próprios pratos.
 
É uma obra importante mesmo para quem imagina que já sabe de tudo.
da Introdução do Autor 

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Marcia Algranti, autora de vários livros na área de gastronomia, percebeu uma importante lacuna nas prateleiras das livrarias: um livro de culinária judaica em português.

Confirmou esta falta não apenas em suas buscas, mas também na consulta informal a amigos e amigas, judeus ou não, apaixonados por uma culinária rica e variada, descoberta em casa, co avós vindos do Velho Mundo, ou em viagens ao exterior.

Começou, então, uma vasta pesquisa. Procurou em livros e in loco, em delis e restaurantes espalhados por algumas das principais comunidades judaicas do mundo, e reuniu receitas com os melhores sabores, O resultado é Cozinha Judaica – 5000 anos de histórias e gastronomia, um livro que extrapola os limites da comunidade e merece estar nas melhores bibliotecas de gastronomia do país.

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Neste livro, Marcia Algranti, conta um pouco da história dos judeus e seus costumes através da variada culinária judaica, que adaptou aos seus preceitos religiosos ingredientes de diversas culturas. Unindo história e culinária e, através de receitas, conta a saga do povo judeu. Após serem banidos da Palestina, sem um país e se espalhando pelo mundo, os judeus incorporaram à sua cozinha a culinária de vários países, fazendo uso dos ingredientes de que podiam dispor. Conservando as leis dietéticas impostas pela religião, e os costumes alimentares relativos às festividades judaicas, cada grupo de judeus desenvolveu seus próprios pratos.
Muito da vida em grupo dos judeus se centraliza em torno de uma mesa. No preparo de pratos deliciosos, cada ato dentro da cozinha judaica tem fortes laços com a religião. Possuindo uma longa e variada história, os judeus acreditam que comidas cheias de simbolismo devem ser preparadas, exaltando, conforme a ocasião, a fertilidade, a prosperidade, a boa sorte e a imortalidade.
A cozinha judaica tem pelo menos cinco mil anos de história e se inspira nos quatro cantos do mundo. De qualquer forma, a ênfase fica com os ingredientes nativos: trigo, cevada, figos, tâmaras, romãs, azeitonas e eras, sete elementos bíblicos mencionados no Deuteronômio.
Marcia Algranti desvenda todos os segredos da culinária judaica, apresentando receitas tradicionais do Pessach, Rosh Hashanah, Iom Kippur, Shabat e outras datas comemorativas judaicas. A autora ensina como elaborar pratos milenares e saborosos entre peixes, sopas, pães, aves, carnes, massas, saladas e sobremesas, como, por exemplo, os deliciosos bagels, o Gelfilte fish, as borekas de Pessach e o falafel.

TALMUD DA BABILÔNIA – TRATADO DE SUCÁ


TALMUD  SUCÁ

David Azulay, Editora Sêfer, 448 páginas (21x28cm, Capa Dura), ISBN 978-85-7931-015-7, 2011

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BRASIL: http://www.sefer.com.br/details/8848/talmud-da-babilônia-tratado-de-sucá

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Talmud da Babilônia – Tratado de Sucá – Hebraico/Aramaico e Português

O Talmud da Babilônia foi redigido entre os anos 200 e 500 da era comum. Mas só agora um de seus tratados está disponível completamente em português!

O tratado em questão chama-se SUCÁ e analisa os aspectos principais da Festa dos Tabernáculos (Sucót). Mas o leitor perceberá, assim que começar a estudá-lo, que inúmeros outros temas são trazidos à baila a cada momento, o que transforma cada tratado numa enciclopédia de conhecimento judaico geral.

Esta edição de luxo não se limita apenas à tradução literal do texto, que já seria algo interessante embora incompreensível, mas, sim, transcreve seu real sentido e contexto. Para tanto, foram incluídos todos os comentários do Rashi (o mais importante e fundamental exegeta judeu de todos os tempos), e, em certos casos, os dos Tossafot. Além disso, quando necessário, foram trazidos comentários adicionais de outros exegetas de diversas gerações e cada novo tema ou conceito é apresentado em amplas e elucidativas notas de rodapé.

A obra é riquíssima em diagramas e ilustrações, e traz a versão original em hebraico-aramaico no final. O formato é 21×28 cm.

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“Até hoje, os portões do Talmud Babilônico estavam fechados para muitos dos que falam a língua portuguesa. Portanto, este é um dia de Festa da Torá para o judaísmo do Brasil em particular, e em geral para todos aqueles que falam o português, por motivo do lançamento deste elevado projeto de explicações do Talmud e seus comentaristas – Rashi e Tossafot – na língua do país.”

 Rabino Netanel Tzipel

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“O jovem sábio David Azulay não contente em traduzir uma obra do Talmud, o Tratado de Sucá, ainda o fez com explicações do Rashi, Tossafot e outros. Este belo trabalho ainda inclui desenhos e diagramas, os quais visam facilitar a compreensão de textos difíceis. O leitor há de pensar que este livro é o menor e mais fácil do Talmud. De fato não o é; ao contrário, contém textos de extrema dificuldade.”

 Rabino Pinchas Ellovitch

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“Fiquei bastante impressionado com a tradução e explicação do texto da Massechet Sucá na língua portuguesa. O autor mostrou seu grande entendimento de cada detalhe, e soube expressar as ideias com clareza, de forma lúcida e didática, mesmo para pessoas que não estão acostumadas ao raciocínio e linguajar rebuscado do Talmud.

A apresentação gráfica, distinguindo tamanhos de letra, facilita muito a leitura e o entendimento, além de fazer com que o estudo seja agradável e prazeroso. A obra não se limita somente ao texto superficial, mas inclui os comentários dos Tossafot e outros, quando o autor julgou necessário aproximar e aprofundar as ideias da guemará.”

 Rabino Raphael Shammah

O QUE É CASHRUT


Capinha cashrut

Rabino Eliahu Birnbaum e Prof. Shalom Rosember, Editora Sêfer, 96 páginas (16×23 cm, brochura), ISBN 85-85583-30-4, 2003

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Antologia do Pensamento Judaico sobre as Leis Dietéticas Judaicas

Agora que tudo foi dito e feito, qual é o principal motivo destas leis? Ao longo dos anos, muitas pessoas eruditas têm procurado alguma explicação racional e lógica que se aplicasse às leis de Cashrut, para que fornecessem motivos racionais para esta observância tão fora do comum – entre as quais promover a saúde e evitar práticas pagãs. Mas nenhuma delas realmente explica esta prática multidimensional. Uma coisa é clara: qualquer que seja o motivo pelo qual Deus deu estas limitações sobre a comida para os judeus, suas meta funcional é tornar o povo distinto, evitando assim que se assimilem a outras populações e grupos religiosos. Funcionam também como lembretes constantes, especialmente ao viajar, de que um Deus distinto exige uma dieta distinta. Vive la différence!

Rabino Maurice Lamm

“Bem-Vindo ao Judaísmo” – Editora Sêfer

TALMUD TORÁ


Graduation

 

TALMUD TORÁ

A Mitzvá (mandamento) de Talmud Torá – O Estudo da Torá – é um preceito fundamental do judaísmo. Os sábios ensinam-nos que a Torá é uma das três coisas sobre as quais o mundo se apoia, e que o “estudo da Torá supera todas as outras Mitsvót” em importância e na recompensa que encerra. As dimensões de conhecimento derivadas do estudo são teóricas e práticas, abstratas e concretas, uma orientação de vida.

O estudo da Torá é não só um meio mas um fim, uma componente essencial do judaísmo. A noção judaica de “um reino de sacerdotes e uma nação sagrada” apoia-se, no fato de o conhecimento judaico não estar limitado a uma casta instruída separada, mas ser incumbência de todos.

No estudo da Torá, há uma relação dialética entre demandas objectivas e afinidades pessoais; algum atalho plausível deve ser procurado, entre os dois. A pessoa deve ter em mente a diferença entre experiência e conhecimento.

Um elemento essencial, independentemente do assunto, é a regularidade do estudo, um compromisso inflexível com o estudo que deve ser em grupo, com um professor ou alguém mais experimentado. Um professor deve servir de mentor, mestre e guia.

Um tipo de conhecimento que é essencial é a linguagem das fontes, especialmente o idioma hebraico (mesmo que só a compreensão passiva), apenas confiar no “judaísmo traduzido” é perigoso tanto para as comunidades, como para os indivíduos.

É muito importante conhecer a Bíblia Hebraica – Tanach, se possível na sua totalidade. O que é essencial é o conhecimento do conteúdo global dos vários livros, os temas e as estórias.

Chumash (Torá) é coberto na totalidade uma vez por ano e cada porção lida e estudada semanalmente.

Outra área importante de estudo é a Halachá que oferece orientação para a maneira de proceder: leis de observância diária, como as da oração, Shabat, Cashrut, e Taharat Hamishpachá (pureza familiar). O Kitsur Shulchan Aruch é um dos pontos de partida para o estudo de todas estas leis e costumes.

Talmud (Torá Oral) e os seus comentários representam outra área significativa de estudo e aprendizado. A ignorância do Talmud é mais grave que a ignorância das escrituras, pois ele é a base para quase todas as áreas do judaísmo, que estão direta ou indiretamente ligadas a ele; dá equilíbrio ao espírito e restringe as inclinações mais extremas.

O estudo do misticismo judaico, a Cabala, apresenta um problema especial pois apesar de ser provavelmente o único sistema teológico judaico existente, não é uma disciplina em si mesma, mas está estritamente relacionada com a prática religiosa em geral. É um comentário (em certo sentido) sobre a Torá escrita e oral e não pode ser separada nem na teoria nem na prática, de todo o conjunto das Mitsvót. É falso e desorientado visualizar a tradição mística judaica separada do contexto maior do judaísmo como um todo.

Por último o estudo do Pensamento Judaico em suas muitas facetas.

O estudo da Torá é portanto, uma mistvá fundamental por direito próprio, da incumbência de todo judeu, enquanto viver.

 

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Bibliografia:

Teshuvá – Um Guia para o Judeu Recém Praticante

Adin Even Yisrael (Steinsaltz), Editora Maayanot, 254 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 85-85512-21-0, 1994 (reedição de 2006)

Link: http://www.judaicaportugal.com/TESHUV_/p440356_1884963.aspx

 

A Mitzvá (mandamento, conexão) de Talmud Torá – O Estudo da Torá – é um preceito fundamental do judaísmo. Os sábios ensinam-nos que a Torá é uma das três coisas sobre as quais o mundo se apoia, e que o “estudo da Torá supera todas as outras Mitsvót” em importância e na recompensa que encerra. As dimensões de conhecimento derivadas do estudo são teóricas e práticas, abstratas e concretas, uma orientação na vida.
O estudo da Torá é não só um meio mas um fim, uma componente essencial do judaísmo. A noção judaica de “um reino de sacerdotes e uma nação sagrada” apoia-se, no fato de o conhecimento judaico não estar limitado a uma casta instruída separada, mas ser incumbência de todos.
No estudo da Torá, há uma relação dialética entre demandas objectivas e afinidades pessoais; algum atalho plausível deve ser procurado, entre os dois. A pessoa deve ter em mente a diferença entre experiência e conhecimento.
Um elemento essencial, independentemente do assunto, é regularidade do estudo, um compromisso inflexível com o estudo que deve ser em grupo, com um professor ou alguém mais experimentado. Um professor deve servir de mentor, mestre e guia.
Um tipo de conhecimento que é essencial é a linguagem das fontes, especialmente o idioma hebraico (mesmo que só a compreensão passiva), apenas confiar no “judaísmo traduzido” é perigoso tanto para as comunidades, como para os indivíduos.
É muito importante conhecer a Bíblia Hebraica – Tanach, se possível na sua totalidade. O que é essencial é o conhecimento do conteúdo global dos vários livro, os temas e as estórias.
O Chumash (Torá) é coberto na totalidade uma vez por ano e cada porção lida e estudada semanalmente.
Outra área importante de estudo é a Halachá que oferece orientação para a maneira de proceder: leis de observância diária, como as da oração, Shabat, Cashrut, e Taharat Hamishpachá (pureza familiar). O Kitsur Shulchan Aruch é um dos pontos de partida para o estudo de todas estas leis e costumes.
O Talmud (Torá Oral) e os seus comentários representam outra área significativa de estudo e aprendizado. A ignorância do Talmud é mais grave que a ignorância das escrituras, pois ele é a base para quase todas as áreas do judaísmo, que estão direta ou indiretamente ligadas a ele; dá equilíbrio ao espírito e restringe as inclinações mais extremas.
O estudo do misticismo judaica, a Cabala, apresenta um problema especial pois apesar de ser provavelmente o único sistema teológico judaico existente, não é uma disciplina em si mesma, mas está estritamente relacionada com a prática religiosa em geral. É um comentário (em certo sentido) sobre a Torá escrita e oral e não pode ser separada nem na teoria nem na prática, de todo o conjunto das Mitsvót. É falso e desorientado visualizar a tradição mística judaica separada do contexto maior do judaísmo como um todo.
Por último o estudo do Pensamento Judaico em suas muitas facetas.
O estudo da Torá é portanto, uma mistvá fundamental por direito próprio, da incumbência de todo judeu, enquanto viver.
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Bibliografia:
Teshuvá – Um Guia para o Judeu Recém Praticante
Adin Even Yisrael (Steinsaltz), Editora Maayanot, 254 páginas (14×21 cm, brochura), ISBN 85-85512-21-0, 1994 (reedição de 2006)

BIRCAT HAMAZON ASHKENAZI E SEFARADI


Bircat Hamazon Sefaradi e Ashkenazi

Edição Jairo Fridlin, Editora Sêfer, 20 páginas para cada rito (14×21 cm), 2009

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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BIRCAT HAMAZON – Benção de Graças após a refeição – Ashkenazi e Sefaradi

Edição em papel cuchê da Bênção de Graças Após as Refeições, em três versões: hebraico, tradução completa e transliteração, e de acordo com os ritos Ashkenazi e Sefaradi – no mesmo livro!!!

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Esta prece é composta de quatro bênçãos:

1ª) Bircat Hazan – elaborada por Moisés, quando a Maná caia do céu, agradecemos a Deus pelos alimentos que Ele nos dá;

2ª) Bircat Haárets – elaborada por Josué, quando ele conduziu o povo para a Terra Prometida, agradecemos a Deus por ter-nos dado Érets Israel;

3ª) Bircat Ierushaláyim – elaborada por David e Salomão, quando construíram Jerusalém e o Templo, oramos pela reconstrução de Jerusalém;

4ª) Bircat Hatov Vehametiv – elaborada pelo tribunal de Raban Gamliel, o Ancião, por ocasião do enterro das vítimas do massacre Romano em betar, agradecemos a Deus por Sua infinita bondade para connosco.

CONTOS DE TSADIKIM – VAICRÁ


Contos  Vaicrá

G. MaTov, Editora Sêfer, 272 páginas (16×23 cm, brochura), ISBN 978-85-7931-004-1,  2010

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Contos de Tsadikim – Vaicrá (3º volume da coleção)

O Talmud ensina que um aluno pode aprender mais das ações de seu mestre do que de suas palavras, pois existem preciosas lições a serem aprendidas dos atos praticados por pessoas boas, os quais fazem as pessoas ao seu redor absorverem os ensinamentos da Torá desses “anjos que caminham entre os mortais”, como bem ilustra o sábio Chazon Ish.

Este livro é, na verdade, uma arca do tesouro repleta das mais belas histórias do Talmud, do Midrash e de grandes homens através dos séculos. Elas estão repletas da sabedoria da Torá, esse elixir de inspiração que preenche e dá sentido à vida do povo judeu.

Esta coletânea está dividida de acordo com as leituras semanais da Torá, para que cada Shabat seja enriquecido com histórias fascinantes relacionadas à parashá correspondente. 
Mas não pense o leitor que poderá ler somente as histórias daquela semana e abandonar o livro até a próxima… Esse é um livro que – felizmente – será folheado diversas vezes!

Com linguagem e apresentação adaptadas aos dias de hoje, Contos de Tsadikim já é considerado um best-seller em diversas partes do mundo. Do começo ao fim, enriquece o conhecimento e faz brilhar mais forte a chama da Torá em nossos corações. 
Que possamos aprender de nossos Tsadikim lições que carregaremos para o resto de nossas vidas, iluminando e indicando o caminho certo a seguir.

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Prefácio à Edição Brasileira

A edição do terceiro volume da série Contos de Tsadikim sobre o Livro de Vaicrá têm um gostinho todo especial. Nossos sábios nos instruem que as crianças devem iniciar o seu estudo justamente pelo terceiro livro da Torá, aquele que trata das oferendas que eram levadas ao altar do Beit Hamicdash.

O Rav Assi disse: “Por que iniciam (o estudo) com as criancinhas com o Livro de Torat Cohanim – Vaicrá e não com o livro de Bereshit? Porque as crianças são puras e os corbanot (oferendas) são puros. Venham os puros e estudem sobre os puros.” (Vaicrá Rabá, cap.7 letra 3)

Apesar de o Livro de Bereshit ser o início da história e, didaticamente, teria certa lógica iniciar o estudo pelo começo, nossos sábios dão preferência à “essência”. Assim, quando estudam o assunto das oferendas trazidas pelo homem ao Todo-Poderoso com o coração puro, a pureza das crianças que, em sua ingenuidade, não experimentaram a malícia e o pecado, têm uma força especial sobre o próprio carácter das crianças e, de forma mística, sobre a humanidade como um todo.

Muitas vezes, a forma e a didática ditam as diretrizes sobrepondo-se até sobre os conteúdos. Mas, desta vez, a essência foi prioritária em relação à “forma”,  a alma ao corpo, o coração à razão e “o quê” ao “como”.

Vamos então aproveitar, pais e filhos, para curtirmos novamente as histórias sobre as passagens da Parashat Hashavúa, para embelezarmos a santidade de nossas refeições do Shabat. Vamos sentir a pureza de nossas almas e a beleza da nossa Torá.

Rabino Raphael Shammah

CONTOS DE TSADIKIM – SHEMOT


Tsadikim  shemot

G. MaTov, Editora Sêfer, 272 páginas (16×23 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-90-3, 2008

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Contos de Tsadikim – Shemot (2 volume da coleção)

O Talmud ensina que um aluno pode aprender mais das ações do seu mestre do que de suas palavras, pois existem preciosas lições a serem aprendidas dos atos praticados por pessoas boas, os quais fazem as pessoas ao seu redor absorverem os ensinamentos da Torá desses “anjos que caminham entre os mortais”, como bem ilustra o sábio Chazon Ish.

Este livro é, na verdade, uma arca do tesouro repleta das mais belas histórias do Talmud, do Midrash e de grandes homens através dos séculos. Elas estão repletas da sabedoria da Torá, esse elixir de inspiração que preenche e dá sentido à vida do povo judeu.

Esta colectânea está dividida de acordo com as leituras semanais da Torá, para que cada Shabat seja enriquecido com histórias fascinantes relacionadas à parashá correspondente. Mas não pense o leitor que poderá ler somente as histórias daquela semana e abandonar o livro até à próxima… Esse é um livro que – felizmente – será folheado diversas vezes!

Com linguagem e apresentação adaptadas aos dias de hoje, Contos de Tsadikim já é considerado um best-seller em diversas partes do mundo. Do começo ao fim, enriquece o conhecimento e faz brilhar mais forte a chama da Torá em nossos corações. Que possamos aprender de nossos Tsadikim lições que carregaremos para o resto de nossas vidas, iluminando e indicando o caminho certo a seguir.

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Prefácio à Edição Brasileira

Após o grande sucesso da publicação de Contos de Tsadikim – Bereshit, tenho a grata satisfação de apresentar o segundo volume dessa coleção: Contos de Tsadikim – Shemot.

Muitos pais me relataram entusiasmados sobre o grande benefício percebido no ambiente da mesa do Shabat e no relacionamento com seus filhos por meio das histórias desta coleção.

No Livro de Shemot (Êxodo), recebemos a ordem Divina sobre a construção do Mishcan (Tabernáculo), a tenda na qual a Shechiná (Presença Divina) se revelava. No lugar mais sagrado do Mishcan, a sala do Codesh Hacodashim (“Santo dos Santos”), ficava a Arca Sagrada onde estavam guardadas as Tábuas da Lei. Sobre a Arca havia dois querubins, uma alusão aos anjos que pairavam sobre a Arca.

Qual o significado desses anjos e como entender seu valor, uma vez que o judaísmo sempre se afastou de qualquer símbolo material de forças espirituais?

A resposta é que esses anjos tinham faces de crianças (em aramaico keruvia, que quer dizer “como crianças”). Na verdade, era isso que estava sobre a Arca que guardava as Tábuas: a mensagem de que deveríamos investir na educação das novas gerações a fim de assegurar a preservação da Torá oelo povo judeu.

Constam no Midrash Shir Hashirim as palavras do Rabi Meir:

“Na hora em que o Povo de Israel estava no Monte Sinai para receber a Torá, ouviu-se o seguinte diálogo entre Deus e o povo judeu:

– Eu decidi entregar a Torá a vocês – disse Deus. – Contudo tragam-me bons fiadores que Me garantam que vocês a respeitarão, e então Eu a darei a vocês.

– Senhor do Universo – respondeu o povo, – nossos antepassados serão nossos fiadores! Nossos profetas serão nossos fiadores!

– Mas estes também necessitam de fiadores por eles mesmos – disse Deus. – Tragam-Me bons fiadores, e então Eu darei a Torá a vocês.

– Nossos filhos serão nossos fiadores! – retrucou o povo judeu.

Ao ouvir isso, Deus afirmou:

– Estes certamente serão bons fiadores. Por causa deles Eu darei a Torá a vocês!”

Ao contar histórias como as deste livro aos nossos filhos  estamos garantindo que a Torá se perpetue em nosso povo. As nossas crianças são os verdadeiros “anjos da guarda” das Tábuas da Lei. Cada pai e cada mãe que transmite mais um ensinamento do Sinai está se aliando e reforçando a corrente milenar de nossa Torá e dando mais um passo rumo ao nosso ideal.

Por fim, gostaria de agradecer e parabenizar os patrocinadores desta ediçãoo por darem esta grande oportunidade a toda a comunidade brasileira.

Rabino Raphael Shammah

ASSIM NASCEU ISRAEL


Assim Nasceu Israel

Jorge García Granados, Editora Sêfer, 328 páginas (16×23 cm, flexível), ISBN 978-85-85583-91-0, 2008

PORTUGAL: Informações e encomendas através do email euronigma@sapo.pt

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Assim Nasceu Israel – Nos Bastidores da ONU: a votação que levou à criação do Estado Judeu

Este livro é o primeiro relatório detalhado, feito por uma testemunha que viveu o que a Comissão Especial das Nações Unidas para Palestina (UNSCOP) encontrou na Terra Santa, como se decidiu em favor da partilha e como nasceu Israel.

Além disso, é esta também primeira revelação franca do que ocorreu por trás dos augustos portais das Nações Unidas em todo o processo. Conta como funciona a Assembleia Geral; como, por meio de acordos, se elegiam as comissões especiais; como algumas personalidades dirigem e modelam a política de uma nação; como as grandes potências pressionaram e contra pressionaram os seus satélites antes da proclamação da independência de Israel, em 15 de maio de 1948.

O autor, Jorge García Granados, como chefe da delegação guatemalteca perante as Nações Unidas, foi designado para a Comissão Especial desse organismo para a Palestina, designação que acolheu com simpatia e calor. Permaneceu vários meses na Palestina com a Comissão, entrevistando os ingleses e reunindo-se em segredo com representantes do movimento subterrâneo judeu, com membros da Haganá e com as diversas facções árabes. Conversou com prisioneiros políticos, com motoristas, com operários, com colonos, assim como com funcionários de todo tipo. Foi à Palestina com total imparcialidade e isenção e saiu dali plenamente convencido da justiça da partilha. Em cumprimento de suas tarefas, visitou os campos de refugiados deslocados da Europa. Depois, retornou a Lake Success, então sede da ONU, para lutar por decisões transcendentais.

Com profunda humanidade e sensibilidade, e com o enfoque de um latino-americano que, segundo suas próprias palavras, “é de um país de dores”, García Granados narra neste livro apaixonante o que viu e o que ouviu. Não foi só o jogo duplo, a opressão e a intriga: também o idealismo, a determinação e as proezas presenciadas que foram a causa desta primeira história informal da gênese de Israel.

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Prefácio à Edição Brasileira:

Este livro é desconhecido da grande maioria do público de língua portuguesa, e seu autor, Jorge García Granados, um jornalista, advogado e diplomata guatemalteco, é pouco mencionado até mesmo nas comunidades judaicas e em Israel, que têm com ele uma dívida de gratidão por sua luta em prol da partilha da Palestina. Ele ajudou a abrir caminho para o nascimento de Israel.

Granados sofreu desde jovem a ditadura e o despotismo em seu país. Por defender a liberdade, foi preso e desterrado. No entanto, isso só fez aumentar seu apego às causas em que acreditava e moldou nele um espírito corajoso que jamais se dobrava aos poderosos. Era uma personalidade ímpar, sempre dedicado à justiça. Quis o destino que fosse o representante da Guatemala na Organização das Nações Unidas (ONU) quando os ingleses resolveram levar o problema da Palestina àquela instituição mundial.

Indicado para integrar a UNSCOP, a Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina, foi para o Oriente Médio com a imparcialidades que o caracterizou por toda a vida. Depois de meses conversando com pessoas de todo o tipo, visitando kibutzim e constatando os “milagres” que os judeus faziam ao transformarem desertos em áreas cultiváveis, em meio a condições extremas do clima, sofrendo o desdém dos britânicos que detinham o Mandato e sangrentos ataques das incitadas turbas árabes, Granados deixou a Palestina convencido da necessidade e da justiça da partilha, tornando-se, então, um dos seus grandes e mais forte arautos na ONU. Ele ainda foi à Europa e percorreu, entre sensibilizado e indignado, os campos onde viviam em estado de completa miséria judeus refugiados e deslocados, que não podiam imigrar para a Palestina nem voltar aos seus países de origem.

Trata-se de uma obra importantíssima, não só para nós judeus como para os não-judeus que se interessam pela questão do Médio Oriente. O relato de Granados, é um documento valioso para a compreensão do tema e um testemunho notável para a história, especialmente deste caso tão manipulado por aqueles que nunca se conformaram com a Independência de Israel. Suas páginas nos apresentam argumentos e fatos históricos paticamente inéditos e tão fortes, ainda desconhecidos do grande público, que acrescentam novas e irrefutáveis provas do direito judaico à Palestina.

É lamentável que, por mais de 60 anos, este livros, que só existia em inglês, espanhol e hebraico, tenha ficado inacessível ao leitor de língua portuguesa. Agora, este poderá conhecer mais a fundo as inúmeras facetas tratadas nesta obra, como, por exemplo, a fragilidade das reclamações árabes: Granados capta um dos motivos pelos quais eles nunca aceitaram o Estado Judeu – “Israel fere a dignidade nacional dos árabes” – ou, ainda, detalhes interessantes sobre a Declaração de Balfour e em que circunstâncias  ela foi elaborada e entregue; e todo o histórico da Liga das Nações ao conceder o mandato que a Inglaterra se encarregasse de criar o Lar Nacional Judaico e como ela se desviou disso por interesses políticos próprios.

O autor descreve também sua indignação com o brutal regime policial dos britânicos, a opressão, as injustiças e os tribunais ditatoriais que os ingleses impuseram aos judeus. Em determinado ponto de seu relato, chega a dizer que a atitude dos ingleses – sempre considerados paladinos do humanitarismo e da não-violência – era muito pior que a dos despóticos ditadores latino-americanos da época.

Há também um comovente testemunho sobre o célebre episódio do navio Exodus, relatado pelo diplomata que o ouviu de um não-judeu norte-americano, um reverendo que foi tripulante voluntário no transporte de imigrantes ilegais para a Palestina. O que se passou nos bastidores das comissões, subcomissões e Assembleia Geral da ONU é outro tema abordado com detalhes, que mostram como eram feitos os acordos entre os países para decidir questões na ONU, as pressões e as manipulações dos votos, especialmente as tentativas dos países árabes em impedir, a todo custo, que a partilha prosperasse e fosse aprovada pela maioria dos países do mundo.

Não menos importante é a corajosa revelação – surpresa para muita gente – de que os Estados Unidos nem sempre foram favoráveis à criação de Israel, chegando a ameaçar com sanções a então iminente jovem nação. O Estados Unidos foram o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Israel, mas fizeram de tudo para impedir que ele nascesse no dia 15 de Maio de 1948 e, além disso, tentaram, seguindo o caminho do apaziguamento, propor a revogação da partilha e criar um fideicomisso após a retirada das tropas britânicas – tudo para agradar os árabes e não ferir seus interesses petroleiros no Médio Oriente.

Este livro, agora em português, é uma homenagem à memória de um dos maiores democratas da América Latina: o seu autor, Jorge García Granados.

Os tradutores: Sara Schulman e Szyja Ber Lorber

KOSHER LIGHT – SAÚDE E SABOR


Kosher Light

Márcia Jablonka Kelman e Débora Gidali Menaged, Emunah, 161 páginas (29×21,5 cm, brochura), ISBN 85-9916-01-X, 2005

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Kosher Light – Saúde e Sabor

Este livro é mais que uma reunião de receitas de culinária Kasher. Nele, as autoras adaptaram algumas receitas tradicionais e criaram outras para que as delícias da culinária judaica possam ser saboreadas com prazer e de forma saudável até por pessoas portadoras das principais doenças da vida moderna, como hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e o aumento dos níveis de colesterol.

É possível alimentar-se com prazer, sem abrir mão de receitas carregadas de afeto ou, muitas vezes, de sua própria história de vida. Afinal, receitas não são feitas apenas com uma lista de ingredientes culinários. São também compostas de memórias, lições de vida e amor.

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Palavra do Rabino

Hoje em dia, quando muitos estão preocupados em viver uma vida mais significativa e sadia, materialmente e espiritualmente, e muito se fala sobre alimentação saudável, a publicação do livro “Kosher Light – Saúde e Sabor”, pelo Movimento Feminino Emunah, chega num momento oportuno e certamente servirá como valioso incentivo a todos aqueles que buscam aprimorar a saúde  de seu corpo e a de sua alma.

A Cashrut (dieta alimentar judaica) desempenha um papel vital para a preservação do povo judeu. A Torá, que é a sabedoria Divina, nos ensina de forma detalhada a dieta alimentar apropriada para um judeu. Como em todos os mandamentos Divinos, o cumprimento deste preceito só nos traz benefícios; já uma alimentação não adequada para o judeu, além dos prejuízos físicos, D’us nos livre, ainda dificulta as suas aspirações espirituais. Os livros místicos dizem que tais alimentos dificultam nossa capacidade mental e sensibilidade emocional, prejudicando nosso serviço ao Criador.

Por outro lado, a Torá também zela pela nossa saúde física, conforme podemos constatar nos diversos detalhes do Código da Lei Judaica. Como diz o Alter Rebe, o primeiro Rebe de Lubavitch: “Não podemos sequer imaginar como o corpo de um judeu é querido por D’us”. Seu mestre, o Maguid de Mezritch, dizia: “Um pequeno orifício no corpo é um grande buraco na alma”. Ambas ressaltavam a importância de a pessoa possuir um veículo saudável para a alma Divina poder se expressar. Os cientistas, na sua linguagem, dizem “mens sana in corpore sano”, e hoje em dia muito se fala e se pesquisa sobre a medicina psicossomática.

Entre as diversa opiniões sobre as leis e costumes alimentares, Maimônides – grande legislador, filósofo e médico – afirma: “Garanto que todo aquele que seguir estas orientações não ficará doente em toda a sua vida, nem precisará de médico, e seu corpo será sadio e perfeito” (Códex Mishné Torá,Hilchot Deot, 4:20). Porém, outro grande sábio, Rabino Yitschac Abarbanel, contesta a visão de Maimônides, sustentando que as leis Divinas são tão saudáveis para o corpo como para a alma judia. Até a medicina moderna já comprovou que vários alimentos proibidos, como os frutos do mar, a carne suína, a mistura de carne e leite, etc., são prejudiciais à saúde, e que a qualidade da alimentação afeta diretamente a saúde física e mental do ser humano.

Desejamos que o objectivo desta obra seja alcançado em sua plenitude, e que todos os leitores, com almas e corpos saudáveis e perfeitos, possam viver uma vida sadia, física e espiritualmente, repleta de alegrias e felicidades.

2 de Lyar, 5765

11 de Maio, 2005

Rabino Y. David Weitman

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